Equipes que foram a Brumadinho recebem medalhas de mérito

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(Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr)

Bombeiros, policiais e agentes da Defesa Civil do Paraná receberam nesta segunda-feira (1º) medalhas de mérito pelos serviços prestados no resgate às vítimas da tragédia causada pela mineradora Vale em janeiro. O Paraná foi um dos primeiros estados a enviar especialistas para Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais. A cidade foi atingida pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão. As ações paranaenses duraram 33 dias.

Foram homenageados 28 bombeiros, quatro integrantes do Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar, uma perita da Polícia Científica, dois capitães da Defesa Civil e dois cães (Thor e Brida). O governador Ratinho Junior concedeu a honraria destinada a reconhecer civis e militares que tenham se destacado em operações de salvamento de qualquer natureza.

A medalha tem formato de cruz de malta com o brasão do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost) e significa a valorização da vitória, da generosidade e do vencimento sem sangue.

Ratinho Junior também recebeu uma medalha de mérito das mãos do Comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Samuel Prestes, pela resposta imediata de ajuda ao Estado de Minas Gerais e pelos esforços de manter a corporação estruturada para atender qualquer demanda regional ou nacional.

“É o mínimo que o Estado pode fazer em reconhecimento ao talento, dedicação e bravura dos bombeiros e das equipes, que diante dessa tragédia lamentável se colocaram à disposição para ajudar. A medalha é um gesto de agradecimento aos anos de treinamento e a esse ato de solidariedade”, afirmou o governador.

Os trabalhos

As principais ações das tropas paranaenses se concentraram nas buscas ostensivas em campo com as aeronaves e terrestres com os cães, na coleta de dados e integração com as forças locais, e no reconhecimento dos corpos. Foram 17 horas diárias de trabalho.

O capitão Daniel Lorenzetto, comandante do Gost, destacou que se sentiu honrado em representar o Paraná nessa ação, apesar da tragédia. “O que mais marcou, tanto a mim quanto a equipe, foi o espírito de solidariedade, os voluntários, todo o trabalho em conjunto de gestão e de campo. Essa união de esforços foi fundamental”, afirmou.

As equipes do Estado trabalharam em 82 missões de voo e 100 pessoas foram transportadas na aeronave paranaense.

A tragédia

A violência do vazamento de lama e rejeitos foi comparada por especialistas que acompanharam a tragédia a um atropelamento de um carro a 70 km/h. O balanço mais recente da Defesa Civil de Minas Gerais aponta 217 mortos, 87 desaparecidos e 395 pessoas localizadas pelas forças conjuntas.

Colaboração AEN

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