Entenda as vantagens das diferentes formas de fazer a introdução alimentar do seu bebê
A alimentação proporciona o primeiro contato entre mãe e bebê. A boca é o centro do mundo do bebê. Ele a utiliza para a exploração do que vem do ambiente externo. Quando ele mama na mãe, faz um vigoroso trabalho em suas estruturas, como músculos e ossos, da face, favorecendo um bom desenvolvimento craniofacial.
A Organização Mundial da Saúde, determina dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento, e complementar até os dois anos de vida da criança (ou mais).
A partir dos 6 meses, outros alimentos serão introduzidos na dieta da criança. Esse é um acontecimento muito especial para o bebê e para a mamãe.
A introdução alimentar é um processo. Por isso, não ocorre de uma hora para outra: é lenta e gradual. Devemos apresentar diferentes oportunidades para que a criança possa explorar os alimentos com diferentes texturas, cores, cheiros, sabores e tamanhos. Assim, a criança desenvolverá suas habilidades sensoriais e cognitivas.
Surgem, então, as dúvidas. Como devo oferecer o alimento para meu filho? O que devo dar: em forma de papinhas ou BLW (método em que o bebê se alimenta com as mãos)?
O que o Ministério da Saúde prega?
A Ministério da Saúde estabeleceu um guia alimentar para crianças menores de 2 anos, em que sugere 10 passos para uma alimentação saudável.
- Dar somente leite materno até os seis meses
- A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais
- Alimentos complementares três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada
- A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança
- A alimentação complementar deve ser espessa desde o início
- começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família
- Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia, uma alimentação variada
- Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições
- Evitar o uso de alimentos industrializados, enlatados, embutidos e frituras, que contenham gordura e sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais
- Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos
- Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecer mais líquidos e não forçar a comer.
É uma abordagem tradicional, de introdução de alimentação complementar e amplamente utilizada. Para as mamães que gostam de ter controle da situação, verificando o preparo da papinha, quais alimentos que a criança irá comer e o quanto comerá, acaba sendo a opção escolhida.
A opção pelo BLW
O BLW (Baby-Led Weaning) é uma abordagem de introdução alimentar em que o bebê é quem escolhe comer mais e mamar menos. Não há oferta com colher ou papinhas. É uma abordagem eficiente para o desenvolvimento das funções orofaciais e na condução da introdução da alimentação complementar, pois respeita a capacidade da criança, em lidar com os alimentos na cavidade oral e como manuseá-lo com as mãos, segundo Aline Padovani.
Quando o bebê conseguir sentar-se sozinho, sem apoio, capturar objetos com a mão e levá-los à boca, estará pronto para alimentar-se sozinho. Ao adulto caberá a função de dar aos bebês a oportunidade das novas experiências com os alimentos. Antes disso, se for necessária a introdução de alimentação complementar, o indicado será o método tradicional.
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