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Antonina terá eleição em 7 de março de 2027; veja quem já se movimenta para disputar a Prefeitura

Antonina já tem data para escolher um novo prefeito e vice-prefeito: 7 de março de 2027. Com o calendário da eleição suplementar aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), os bastidores políticos do município começaram a se movimentar.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão o vereador Lucas Peluso (MDB), a professora Vanda Santana (PT) e o ex-secretário municipal de Saúde Odileno Garcia Toledo (Progressistas). A possibilidade de participação da prefeita cassada Rozane Osaki (PSD) também está no radar, mas ainda depende de uma definição do próprio grupo político e da Justiça Eleitoral.

Enquanto a disputa é organizada, o município está sob comando interino de Yuri Osaki (União Brasil), filho de Rozane. Presidente da Câmara Municipal, ele assumiu a Prefeitura após o cumprimento da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou os mandatos da mãe e do vice-prefeito Diogo Alves Machado (PL). Yuri permanecerá no Executivo até a realização e a posse dos eleitos na eleição suplementar.

Esquerda articula candidatura conjunta

PT e PV, que integram uma federação partidária nacional, articulam uma candidatura em conjunto com o PDT. Em Antonina, a composição local não conta com a participação do PCdoB, que não tem diretório municipal. O nome da professora Vanda Santana é apontado como favorito para representar o grupo na disputa.

Vanda preside o Núcleo Sindical da APP-Sindicato em Paranaguá e tem atuação na área da educação. A definição, porém, ainda depende das conversas entre os partidos e de plenárias que serão realizadas no próximo mês.

Lucas Peluso anunciou pré-candidatura

O vereador Lucas Peluso também se colocou publicamente na disputa pela Prefeitura. Filho da ex-prefeita de Antonina Munira Peluso, ele foi eleito vereador em 2024, com 424 votos, e anunciou a pré-candidatura em publicação nas redes sociais.

Na manifestação, Lucas relembrou os dois anos de atuação na Câmara Municipal, citando trabalhos de fiscalização e enfrentamentos políticos. Ele afirmou que pretende levar essa experiência para o Executivo e apresentar propostas para a administração municipal.

Ex-secretário de Saúde também aparece no cenário

Odileno Garcia Toledo é outro nome que circula nas articulações políticas. Servidor concursado da Prefeitura de Antonina desde fevereiro de 1997, ele tem trajetória na administração pública, especialmente na área da saúde.

Odileno já ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde e integrou a direção do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR). Também participou de disputas eleitorais no município, incluindo uma candidatura a vereador em 2012 que resultou em sua eleição para o Legislativo municipal por quatro anos.

Rozane pode disputar?

A situação da prefeita cassada é uma das principais incógnitas da eleição suplementar. Embora o TSE tenha determinado a perda do mandato, Rozane Osaki não foi declarada inelegível no julgamento. A inelegibilidade por oito anos foi aplicada ao ex-prefeito José Paulo Vieira Azim (PSD), apontado como responsável pela implantação da Tarifa Zero em 2024.

A ausência da sanção, entretanto, não garante que Rozane poderá concorrer. O advogado eleitoral Luiz Eduardo Peccinin avaliou, em entrevista ao JB Litoral, que a Justiça Eleitoral poderá analisar eventual impedimento durante o julgamento de um pedido de registro de candidatura, considerando a regra que restringe a participação de quem deu causa à realização da eleição suplementar.

A decisão sobre uma eventual candidatura dependerá, portanto, da análise da Justiça Eleitoral. Até o momento, não há confirmação de que Rozane pretende disputar o novo pleito.

Eleitores voltam às urnas em março de 2027

O TRE-PR definiu 7 de março de 2027 como data da eleição suplementar. As convenções partidárias serão realizadas entre 18 e 22 de janeiro, período em que as siglas deverão oficializar seus candidatos. O prazo final para registro das candidaturas será 25 de janeiro.

A nova votação foi determinada após o TSE cassar os mandatos de Rozane Osaki e Diogo Alves Machado por abuso de poder político relacionado à implantação do programa Tarifa Zero no transporte coletivo, em ano eleitoral.

Por: Brayan Valêncio para JB Litoral

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