Reunião realizada nesta quarta-feira (23) busca aproximar a academia das demandas do município e estudar a criação de uma telha produzida a partir de resíduos e materiais descartados
A Prefeitura de Morretes realizou, nesta quarta-feira (23), uma reunião com representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para discutir o desenvolvimento de uma nova solução tecnológica voltada à resiliência climática e à proteção da população diante de eventos extremos.
O encontro reuniu representantes das secretarias municipais de Agricultura, Abastecimento e Inovação e de Resiliência Climática e Defesa Civil, além de profissionais e pesquisadores ligados à UFPR.
Participaram da reunião Gustavo Kemmer, secretário de Agricultura, Abastecimento e Inovação; Anderson Ferreira, secretário de Resiliência Climática e Defesa Civil; Thaís da Silva Souza, secretária executiva da UFPR e mestre em Ciências Ambientais; e Giovanna Eberle Biscotto, moradora de Morretes, mestranda em Desenvolvimento Territorial Sustentável pela UFPR Litoral e Agente Regional de Inovação do Litoral do Paraná.
A proposta discutida é estudar a criação de uma telha com maior resistência e aplicação em situações relacionadas a eventos climáticos, aproximando o conhecimento produzido pela universidade das necessidades identificadas no município.
Segundo o secretário Gustavo Kemmer, a iniciativa surgiu também a partir da experiência enfrentada por Morretes durante o episódio de granizo registrado em agosto. Na ocasião, a Defesa Civil realizou atendimentos a famílias afetadas e o município precisou atuar na resposta aos danos causados pelo fenômeno.
“Se tivéssemos um novo episódio de granizo na semana seguinte, poderíamos novamente ter famílias afetadas. É baseada nessa informação, nessa busca por conhecimento, que estamos fazendo essa parceria com a UFPR”, explicou o secretário.
A proposta também considera o aproveitamento de produtos e resíduos que atualmente podem ser destinados a aterros e lixões. A partir de pesquisa e inovação, esses materiais poderão ser estudados como matéria-prima para o desenvolvimento de uma solução que contribua com a proteção da população em situações de eventos climáticos.
Para Thaís da Silva Souza, a aproximação entre a universidade e o município permite que a academia contribua diretamente para desafios enfrentados pela população.
“A ideia é aproximar a comunidade da academia e levar que a academia traga soluções para o que estamos vivendo atualmente”, destacou.
A pesquisadora também ressaltou a importância da iniciativa diante das mudanças nas condições climáticas e parabenizou a gestão municipal pela preocupação em buscar alternativas voltadas à resiliência da população.
A participação de Giovanna Eberle Biscotto também reforça a conexão entre o município e a UFPR Litoral. Como Agente Regional de Inovação do Litoral do Paraná, ela atua na aproximação entre as demandas dos municípios e o conhecimento produzido pela academia.
“Para mim, essa aproximação entre Morretes e a UFPR está sendo muito gratificante, principalmente pela oportunidade de conseguir colaborar com o meu território”, afirmou Giovanna.
A iniciativa faz parte de um projeto piloto da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SET), em parceria com a Fundação Araucária e utilizando metodologia do Sebrae, voltado à conexão entre inovação, academia e demandas dos municípios.
A partir da reunião, a UFPR deverá avançar nos estudos para avaliar possibilidades técnicas e materiais para o desenvolvimento da tecnologia. A expectativa é que a iniciativa possa, futuramente, contribuir para Morretes e também servir de referência para outras localidades que enfrentam desafios semelhantes relacionados aos eventos climáticos.
