Com um mapa na mão, pedalando, remando, nadando, correndo e até fazendo rapel, essa galera não deixou de carregar um sorriso por onde passou. A corrida de aventura é um esporte de equipe que reúne várias provas em um trajeto definido pelos competidores a partir de pontos de controle de passagem obrigatória. A prova aconteceu nesse sábado (17.08) em Guaratuba e teve duas categorias: Aventura, com um trajeto de 35 km e Expedição, com um percurso de cerca de 70 km.
Ivan Manduca, 47, e Gustavo Demarchi, 18, são a equipe Os Teimosos, de Londrina. Mas a diferença de idade não é uma dificuldade para eles. Manduca diz que a parceria é tanta que Demarchi é como um filho adotivo “eu sou o cabeça da equipe e ele reboca a gente, então dá uma equipe forte”, brincou. Com esse bom humor na mochila, a equipe ficou em segundo lugar na categoria aventura por duplas masculino.

Outra equipe que também reúne experiência e empolgação foram os campeões da categoria aventura por dupla mista. Aqui a diferença não é a idade, mas o tempo no esporte. Stefania Kovaliuk, 44, fazia triatlo quando um amigo a convidou a participar de uma corrida de aventura. De lá para cá foram 3 anos em que ela abandonou o antigo esporte e se dedica exclusivamente à corrida de aventura. “É uma paixão, essa coisa do off road, do contato com a natureza”. No ano passado ela conheceu o namorado, Vinicius Rocha, 42. Essa foi a primeira vez que os dois correram juntos e a conquista deixou Rocha animado para participar de outras provas. “É uma sensação de autorrealização, eu nunca imaginei fazer isso e é muito bom poder estar no meio desse time aqui porque tem gente muito boa e muito competente”, comentou Rocha, se referindo aos outros participantes da corrida.
Kovaliuk disse que o clima entre os competidores é de muita amizade, é uma competição saudável “a gente ajuda mesmo as equipes adversárias, mesmo durante a prova. Acontece de furar um pneu, sempre tem alguém para dar uma mão, é uma competição muito bacana”. E ela ainda considerou que esses atletas, por terem um contato mais próximo com a natureza, tem um cuidado maior com o meio ambiente, uma preocupação com a preservação e a sustentabilidade.

Eriston Schypula, presidente da Federação de Corridas de Aventura do Paraná, afirmou que os Jogos de Aventura e Natureza são “a união de vários esportes que são muito relacionados, as pessoas estão aqui por um bem comum, fazem isso por amor, fiquei muito feliz por esse incentivo”. Quanto à sua modalidade, Schypula considera a corrida de aventura um esporte multidisciplinar porque desenvolve o aspectos físicos, mentais e sociais.
Além disso, o presidente diz que o esporte é muito inclusivo e conta que a primeira vez que participou de uma corrida, há 14 anos, “fui com uma mochila que eu ia para universidade, o tênis que eu andava todos os dias e uma bicicleta emprestada e no meio da prova eu disse que jamais faria outra”. Mas o esporte virou uma paixão, principalmente porque, para ele, o maior desafio é a superação pessoal, os outros atletas tem uma vibe muito positiva e, principalmente, pela oportunidade de estar em lugares incríveis em que poucas pessoas estiveram.

Os Jogos de Aventura e Natureza são realizados pelo Governo do Estado do Paraná por meio da Esporte Paraná. A competição acontece em 5 fases entre agosto e dezembro, sediada por 26 cidades.
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