quarta-feira, abril 22, 2026

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‘Decisão é ignorar Olavo de Carvalho’, diz sucessor de Mourão no Clube Militar

Ele disse que a ordem dentro da instituição e “nos bastidores do governo” era de ignorar Olavo de Carvalho.

“Ele chegou a atacar até o ex-comadante do Exército, general Villas Boas, que é carismático, bem quisto por todo mundo. Quando ele partiu para essas agressões, nossa decisão foi abandonar, não alimentar mais essa fogueira. Nós percebemos que nos bastidores de Brasília parece que a decisão foi semelhante”, afirmou o general de divisão.

O escritor e guru de parte dos integrantes do governo Bolsonaro, que desde o dia 24 se mantinha em silêncio nas redes sociais, voltou a se manifestar.

“A classe militar nem tem iniciativa intelectual própria nem tem uma intelectualidade conservadora que se dedique a educá-la. Acaba virando escrava mental da mídia e da moda – exatamente aquilo que Antonio Gramsci chamava de esquerdista inconsciente”, tuitou Olavo de Carvalho menos de 24 horas após a afirmação do general Eduardo.

Sobre as manifestações pró-governo do domingo, o novo presidente do Clube Militar destacou ter notado grande apoio ao pacote anticrime enviado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Na opinião do militar, é uma das formas que a população tem encontrado para demonstrar insatisfação com a impunidade no país.

O clube fez uma convocação oficial a seus filiados para que comparecessem às ruas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e à reforma da Previdência.

Quanto às críticas ao STF que muitos manifestantes exibiram em cartazes e camisetas, o general afirmou que não se pode “generalizar”, mas que decisões da Corte favoráveis a alguns dos condenados no âmbito da Operação Lava Jato, por exemplo, passam a sensação de que os ministros “remam contra”.

O general Eduardo foi contemporâneo do presidente Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras, turma de 1977. Deixou a ativa com a patente de general de divisão. Hoje, preside o Clube Militar, instituição que reúne oficiais da reserva, em substituição ao general Hamilton Mourão, atual vice-presidente da República.

Mourão se afastou da presidência do clube para fazer campanha e a deixou definitivamente quando a chapa com Bolsonaro assumiu o poder.

BBC

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