Proposta, aprovada em primeiro turno, irá valer para escolas municipais de Curitiba
O projeto de lei que prevê a execução do hino de Curitiba uma vez por semana, nas escolas da rede pública municipal, foi aprovado em 1º turno nesta segunda-feira (18), na Câmara Municipal de Curitiba. Atualmente, o hino de Curitiba é executado uma vez por mês. A proposta mantêm a execução do Hino Nacional semanalmente e do Hino da Bandeira cantado pelos alunos e professores bimestralmente.
De iniciativa do vereador Rogério Campos (PSC), a primeira proposição altera a lei municipal 10.536/2002, para aumentar a frequência da execução do hino de Curitiba – atualmente mensal.

Câmara de Curitiba – Divulgação
O projeto também aponta como deverá ser a atividade: alunos em fila no pátio, posição de sentido, com a distância ajustada entre si e sem o uso de bonés, chapéus, lenços na cabeça e afins. Para Campos, é importante “reacender a chama cívica e o patriotismo” dos estudantes da rede pública municipal, “desde a infância”.
O texto adéqua a técnica legislativa da proposta inicial da Campos, mais detalhada, e recebeu subemendas do colegiado de Educação, Cultura e Turismo. A proposta segue para segunda votação. Depois, irá para a sanção do prefeito para adoção da norma em 30 dias.
Polêmica
Recentemente, o Ministério da Educação (MEC) mandou para todas as escolas do País um e-mail pedindo que as crianças sejam perfiladas para cantar o hino nacional e que o momento fosse gravado em vídeo e enviado para o governo. Com a polêmica, o MEC voltou atrás e retirou a determinação, inclusive retirando a obrigatoriedade da leitura de uma carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que terminava com o slogan do governo “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”
“Prezados Diretores, pedimos que, no primeiro dia da volta às aulas, seja lida a carta que segue em anexo nesta mensagem, de autoria do Ministro da Educação, Professor Ricardo Vélez Rodríguez, para professores, alunos e demais funcionários da escola, com todos perfilados diante da bandeira do Brasil (se houver) e que seja executado o hino nacional”, dizia o texto revogado.
A carta foi enviada para escolas públicas e particulares do País.
