O mês de agosto é marcado pela Campanha Nacional de Multivacinação e, no Paraná, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) disponibiliza mais de 1,8 mil salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios do Paraná. A campanha 2026 iniciou dia 03 de agosto e segue até 1° de setembro. É voltada para crianças e adolescentes com menos de 15 anos e ajuda a prevenir diversas doenças que podem afetar o desenvolvimento e até levar à morte.
A ação prevê reforçar ou fazer a vacinação contra poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), tuberculose, difteria, tétano e coqueluche, hepatites A e B, rotavírus, meningite, febre amarela, HPV, influenza, Covid-19 e dengue.
Além de proteger, a atualização vacinal reduz o risco de reintrodução dos vírus e a circulação de doenças como influenza, sarampo e poliomielite. Atualmente o país está em alerta para o retorno do sarampo, com casos registrados no estado de São Paulo. O Paraná registrou 72 notificações de sarampo, com 69 descartados e três em avaliação. O Estado não registra casos de sarampo desde 2020.
NECESSIDADES – Os pais e responsáveis podem levar as crianças e adolescentes mesmo sem saber quais vacinas são necessárias e quais já foram tomadas. Os funcionários dos pontos de vacinação conseguem confirmar, via sistema, essas informações. Caso possua a carteira de vacinação ou aplicativo MEU SUS ou municipal, já é possível saber de forma mais rápida quais imunizações estão pendentes.
A campanha também é voltada para adultos que quiserem atualizar a caderneta de vacinação, seja contra o sarampo, influenza ou outros imunizantes necessários para a proteção da saúde de todos.
22 de agosto será o Dia D de Mobilização Social, que tem por objetivo o fortalecimento das coberturas vacinais e a ampliação do acesso às vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Veja as doenças que podem ser evitadas com a vacinação:
Poliomielite: também conhecida como paralisia infantil, é uma doença viral altamente contagiosa que pode causar paralisia permanente, principalmente nos membros inferiores. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de garganta, mal-estar e dores musculares. O vírus atinge o sistema nervoso e, nos casos mais graves, pode comprometer a capacidade de locomoção e até a respiração. A prevenção é feita com a vacina contra a poliomielite, aplicada na infância, aos 2, 4 e 6 meses de idade, além dos dois reforços previstos no calendário vacinal.
Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral): a vacina tríplice viral protege contra três doenças infecciosas. O sarampo provoca febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse e pode evoluir para pneumonia e encefalite. A caxumba causa inchaço das glândulas salivares e pode provocar complicações como meningite e infertilidade. Já a rubéola costuma ser mais leve, mas representa grande risco para gestantes, podendo causar malformações no bebê. A vacina é aplicada em duas doses, aos 12 e 15 meses.
Para auxiliar o viajante a se organizar, a Sesa colocou no ar a Calculadora de Janela Imunológica do Sarampo, disponível no site Saúde do Viajante.
Basta o usuário informar a data prevista do embarque para descobrir se ainda há tempo hábil para que a vacina faça efeito, já que o corpo leva entre 10 a 14 dias para desenvolver a proteção. Quem não consegue cumprir o prazo recebe a orientação de se vacinar mesmo assim, inclusive no dia da viagem, e de reforçar o uso de máscara e álcool em gel durante o trajeto.
Difteria, tétano e coqueluche: essas doenças bacterianas são prevenidas por uma única vacina. A difteria afeta as vias respiratórias e pode causar dificuldade para respirar. O tétano provoca rigidez muscular intensa e espasmos, enquanto a coqueluche é caracterizada por crises de tosse prolongadas, especialmente perigosas para bebês. A vacinação começa aos 2 meses de idade, com reforços durante a infância e ao longo da vida. Gestantes também recebem uma dose da vacina dTpa em cada gravidez.
Hepatites A e B: são infecções virais que comprometem o funcionamento do fígado. Os sintomas podem incluir febre, cansaço, náuseas, dor abdominal e pele amarelada. A hepatite B pode se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado. A vacina contra a hepatite B é aplicada logo após o nascimento e ao longo da infância. Já a vacina contra a hepatite A é oferecida aos 15 meses de idade.
Rotavírus: uma das principais causas de diarreia grave em bebês e crianças pequenas. Os sintomas incluem diarreia intensa, vômitos, febre e desidratação, podendo levar à internação. A vacina oral é aplicada aos 2 e 4 meses de idade.
Meningite: inflamações das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causadas por vírus ou bactérias. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e sonolência. As formas bacterianas são as mais graves e exigem atendimento imediato. A prevenção é feita por diferentes vacinas aplicadas principalmente na infância, como as meningocócicas e pneumocócicas.
Febre amarela: doença viral transmitida por mosquitos infectados, que pode causar febre alta, dores no corpo, náuseas e, nos casos graves, insuficiência hepática e hemorragias. A vacina faz parte do calendário infantil, sendo aplicada aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Pessoas não vacinadas também podem receber a dose conforme recomendação.
HPV: o papilomavírus humano é uma infecção sexualmente transmissível que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas, mas pode causar verrugas e diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus e garganta. A vacina é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, antes do início da vida sexual, garantindo maior proteção. O Paraná também oferece a vacinação para adolescentes de 15 a 19 anos.
Dengue: transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue provoca febre alta, dores intensas no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele. Em casos graves, pode causar hemorragias e colocar a vida em risco. A vacina é destinada, atualmente, a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Influenza: a gripe é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço. Em idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas pode evoluir para complicações graves, como pneumonia. A vacinação é anual e indicada especialmente para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. No Paraná, a vacinação para influenza está aberta a todos com idade acima de 6 meses.
Covid-19: causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, a doença pode variar de quadros leves, semelhantes aos de uma gripe, até casos graves com comprometimento pulmonar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dor de garganta, cansaço e perda do olfato ou do paladar. A vacina está disponível para crianças a partir dos 6 meses de idade, além de reforços para os grupos indicados pelo calendário nacional de vacinação.
BCG (tuberculose): a vacina BCG protege contra as formas mais graves da tuberculose, doença bacteriana transmitida pelo ar que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente por mais de três semanas, febre, suor noturno, perda de peso e cansaço.
A vacina BCG é aplicada em dose única, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. A Sesa promoveu a integração das 39 unidades de saúde, entre hospitais públicos, filantrópicos e universitários, no cronograma de vacinação precoce para que o bebê saia já vacinado da maternidade com a vacina BCG.
AEN/PR
