A Prefeitura de Paranaguá realizou nesta quinta-feira, dia 17, na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Zeladoria (Semma), a Oficina de Contribuição ao Diagnóstico da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Ilha dos Valadares. O encontro faz parte da elaboração do Plano de Manejo da unidade de conservação e reuniu representantes de órgãos públicos, instituições de ensino e pesquisa, organizações sociais e outros segmentos relacionados ao território.
Com 52 hectares, a ARIE da Ilha dos Valadares foi criada pelo município em 2024. A unidade tem como objetivos a conservação da biodiversidade e a valorização dos aspectos históricos, culturais e turísticos da região.
A oficina é o primeiro momento do processo participativo de elaboração do Plano de Manejo. A proposta é reunir informações e diferentes perspectivas sobre o território, contribuindo para o diagnóstico dos aspectos ambientais, sociais, históricos e econômicos, além da identificação de potencialidades, desafios e valores importantes para a conservação.
“Essa oficina é um momento de transmissão de conhecimento e também de obtenção de informações. A gente explora com os participantes quais são as principais ameaças que eles reconhecem no território, quais são as potencialidades, as fraquezas e as relações institucionais”, explicou Rogério Veresa, engenheiro florestal e especialista em manejo e conservação da biodiversidade, integrante da consultoria responsável pelo trabalho.
A elaboração do Plano de Manejo é conduzida pela empresa Greentec, por meio de contrato com o FUNBIO ( Fundo Brasileiro para Biodiversidade) e recursos do Programa de Conservação da Biodiversidade do Litoral do Paraná – Programa TAJ Litoral do Paraná.
Para a secretária Municipal de Meio Ambiente e Zeladoria, Flávia Quadros, a participação de diferentes setores contribui para que o documento esteja alinhado à realidade da unidade.
“Essa construção de informações e experiências faz com que a gente tenha um documento, que é o Plano de Manejo, mais fiel ao que acontece no local. A diversidade de perspectivas enriquece o documento”, afirmou.
A secretária Municipal Urbanismo e Planejamento Territorial, Vânia Foes, destacou a importância de conciliar o conhecimento técnico com as diferentes realidades presentes no território.
“Quando a população participa, ela entende como um projeto seu, construído a muitas mãos. É necessário que a técnica esteja presente também. Muitas vezes, não é tudo que a população quer que pode ser feito e não é tudo que os técnicos imaginam como ideal que a população entende como necessário. Então, esse consenso é superimportante”, destacou.
O processo de elaboração terá duração prevista de mais de um ano e contará com outros momentos participativos. Nas próximas etapas, serão discutidos o planejamento da unidade, o zoneamento do território e os programas e ações necessários para sua implementação, com temas como pesquisa, uso público, turismo e regularização fundiária.
