Em pouco mais de um dia, cerca de 25 toneladas de tainha foram capturadas por pescadores artesanais nos balneários de Shangri-lá e Barrancos.
A safra da tainha segue em ritmo intenso em Pontal do Paraná.
Na terça-feira (16) e na quarta-feira (17), equipes da Prefeitura estiveram nos balneários de Shangri-lá e Barrancos para acompanhar a movimentação dos pescadores artesanais, onde a chegada dos cardumes resultou em uma grande captura de peixes e movimentou a faixa de areia.
De acordo com pescadores da região, a temporada da tainha no litoral paranaense ocorre entre os meses de maio e agosto, período em que os cardumes migram do sul do continente em direção ao norte da costa brasileira.
A passagem dos peixes pelo litoral transforma a rotina das comunidades pesqueiras, que aguardam anualmente a safra para garantir renda e manter viva uma tradição centenária.
A abundância registrada nos últimos dias chamou a atenção.

Segundo o pescador Elonai de Oliveira, entre a terça-feira (16) e a manhã desta quarta-feira (17), aproximadamente 25 toneladas de tainha foram retiradas das praias da região.
O pescador Leonardo Tavares também relatou uma das capturas registradas durante a passagem dos cardumes.
De acordo com ele, o grupo seguia em direção ao Balneário de Barrancos quando percebeu a movimentação dos peixes próximo à costa. Após o cerco realizado pelos pescadores, a rede reuniu cerca de 10 toneladas de tainha.
“Estávamos indo para Barrancos quando avistamos um peixe. Paramos devagar para observar e, de repente, começou a saltar muito peixe. Aí todo pescador fica feliz. Fizemos o cerco e cercamos o cardume, com muitos peixes pulando. A expectativa é de que a safra continue melhorando nos próximos dias. Quem quiser comprar tainha fresca pode procurar a banca de Shangri-lá”, relatou Junior.
Além da importância econômica para dezenas de famílias, a pesca da tainha faz parte da identidade cultural de Pontal do Paraná.
Durante os tradicionais arrastões, os pescadores trabalham em conjunto para cercar os cardumes e puxar as redes até a areia, em uma prática transmitida de geração em geração e que também atrai moradores e turistas.
As condições típicas do outono e do inverno, com águas mais frias e alterações nas correntes marítimas, favorecem a aproximação dos cardumes da costa, tornando este um dos períodos mais aguardados pelas comunidades caiçaras do município.
Fotos: PMPPR / Clóvis Santos
