domingo, abril 26, 2026

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MPE-PR pede cassação do prefeito e vice de Curitiba por abuso de poder político

O Ministério Público Eleitoral do Paraná (MPE-PR) recomendou a cassação dos mandatos do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), e de seu vice, Paulo Martins (PL), por suposto abuso de poder político e de autoridade durante o período pré-eleitoral de 2024. Além disso, o MPE-PR solicitou que ambos, juntamente com o ex-prefeito Rafael Greca (PSD), fiquem inelegíveis por oito anos. A decisão agora cabe à Justiça Eleitoral .

A ação foi movida pela jornalista Cristina Graeml (Podemos), que concorreu à prefeitura em 2024. Ela acusa a campanha de Pimentel de se beneficiar de coerção praticada por servidores públicos na arrecadação de recursos eleitorais. Segundo a denúncia, o ex-superintendente de tecnologia da prefeitura, Antônio Carlos Rebello, teria exigido que servidores comissionados comprassem convites de R$ 3 mil para um jantar de arrecadação do PSD, realizado em 3 de setembro de 2024, com o valor destinado à campanha de Pimentel. Áudios divulgados pelo portal Metrópoles mostram Rebello ameaçando exonerar servidores que não colaborassem. A defesa dos investigados alega que as gravações são clandestinas e, portanto, ilegais .

O prefeito Eduardo Pimentel nega qualquer irregularidade, afirmando que sua campanha utilizou apenas recursos legais e que desconhecia qualquer prática ilícita. Ele classifica o parecer do Ministério Público como uma opinião e demonstra confiança no arquivamento do caso .

A promotora eleitoral Cynthia Maria de Almeida Pierri sustenta que há indícios sólidos de coação, independentemente dos áudios, citando doações suspeitas e a exoneração imediata de Rebello. Segundo ela, os elementos disponíveis são suficientes para comprovar abuso de poder político e justificar a cassação dos mandatos e a inelegibilidade dos investigados.

Redação\Uol

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