Enquanto na Europa é mais explorado como alimento, o mel no Brasil é mais conhecido e utilizado por suas propriedades medicinais. Porém, o produto das abelhas, sejam elas africanizadas ou nativas sem ferrão, é tão versátil quanto se pensa, podendo virar desde vinagre até bebidas alcoólicas.
Nicanor Ramos, produtor e estudioso da iguaria, sabe todas as receitas e não faz segredo. Aliás, ele chegou até a montar um curso online para ensinar aquela que ele considera a mais nobre de todas: o hidromel.

Só que ainda não conseguiu produzir em escala comercial.A bebida alcoólica consiste basicamente na mistura de água e mel fermentada pela ação de leveduras. Obviamente na prática o processo é mais complexo, porém bastante semelhante àquele que transforma a uva em vinho, porém é mais simples e pode ser feito em casa, desde que para consumo próprio.
Isso porque o selo que autoriza a produção em escala comercial depende da autorização do Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento). Isso faz com que o hidromel ainda não seja uma alternativa interessante para agregar valor a um dos principais produtos da agricultura familiar pelo alto custo envolvido, “Eu entrei em contato com cervejarias que já têm o selo de inspeção e ofereci uma sociedade. Daria uma parte da produção que eu faria. Eles recusaram e pediram a receita para fazer a bebida deles”, lembra.
Ainda assim, Nicanor espera que futuramente o processo se torne mais acessível aos pequenos produtores. Até lá, ele segue apreciando e oferecendo o néctar apenas para as visitas.
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