Gildo Cavalheri Júnior, 38 anos, está preso desde o dia 13 de fevereiro. Segundo o Ministério Público, a vítima teve duas costelas quebradas, uma lesão pulmonar e o nariz fraturado em razão das agressões.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou, nesta quinta-feira (20), o homem que jogou o carro contra a ex-namorada em Maringá, no norte do Paraná, por tentativa de feminicídio, cárcere privado e constrangimento mediante violência e grave ameaça.
Gildo Cavalheri Júnior, 38 anos, foi preso no dia 13, três dias após ‘fechar’ o carro da vítima. Uma câmera de vigilância registrou, por volta das 23h30 do dia 10 de fevereiro, o momento em que o veículo conduzido por Cavalheri ‘fechou’ o carro da ex-namorada. O carro da mulher, que tem 35 anos, saiu da pista e invadiu parcialmente uma loja.
Agressões após acidente
Conforme a denúncia, depois do acidente, o investigado foi até a casa da vítima para agredi-la. Segundo o MP-PR, a mulher teve duas costelas quebradas, uma lesão pulmonar e o nariz fraturado em razão das agressões.
Ainda de acordo com o MP, o acusado não matou a ex-namorada porque “foi ludibriado (pela vítima) a qual passou a lhe pedir perdão e dizer que, de fato, estava errada, fazendo-o acreditar que não seria delatado às autoridades públicas”.
A denúncia detalha que horas após o acidente de trânsito, o suspeito manteve a mulher sob cárcere privado da 1h até as 9h do dia 11 de fevereiro. “Com vistas a impedir que a mesma pedisse ajuda e o delatasse (…) apossando-se do aparelho celular da vítima para obstar contato com terceiros”.
Ainda segundo o MP-PR, durante o período em que ficou na casa da namorada, o acusado “tentou matar a vítima (…), lançando-a (a cabeça) contra a parede várias vezes, além de derrubá-la ao chão e, na sequência, mediante meio insidioso e cruel, causando desmedido e desnecessário sofrimento à vítima. Passou a chutar e pisar em sua cabeça, além de desferir vários socos contra os ouvidos da mesma, tudo enquanto dizia que a mataria”.
Julgamento
Caso a Justiça aceite a denúncia e, no decorrer do processo, pronuncie o suspeito por tentativa de feminicídio, o julgamento pode ser realizado por júri popular.
A prisão de Cavalheri, dia 13, foi realizada dentro da própria delegacia, quando ele foi prestar depoimento, acompanhado do advogado. Na ocasião, a polícia já contava com um alvará de prisão, expedido pela 5ª Vara Criminal de Maringá.
Procurada, a defesa do acusado ainda não retornou.
G1PR

