sábado, maio 2, 2026

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Na dúvida sobre o presente de Dia das Mães? Veja dicas de até R$ 65 do comércio do Centro de Curitiba

G1 conversou com consumidores e traz algumas dicas para agradar a mãe e não pesar no bolso; gasto médio estimado para a data neste ano é de R$ 129, segundo a ACP.

Domingo (12) é o Dia das Mães, e o comércio de Curitiba está aquecido para receber os filhos, netos e quem mais pretende presentear alguém especial neste dia. De acordo com a Associação Comercial do Paraná (ACP), o gasto médio estimado para a data é de R$ 129.

Segundo o levantamento da ACP, comprar em lojas de rua é a opção de 32% dos consumidores desta data. Perde apenas dos shoppings centers (48%), e fica à frente da compras pela internet (20%).

Apesar da média de gastos, no Centro da cidade a procura é maior pelos presentes mais em conta. O G1 foi até o comércio da Rua XV de Novembro e encontrou opções que variam que R$ 15 a R$ 60. Confira abaixo algumas escolhas de quem já comprou os presentes:

Vestuário

As roupas devem ser os presentes mais comprados pelos consumidores, com 36% da preferência; os perfumes e cosméticos vêm em seguida com 31% e calçados, 21%.

Segundo Julia Assunção, vendedora de uma loja de roupas, as vendas deste ano estão melhores em relação ao ano passado. Ela diz que com a chegada do frio, os filhos estão mais interessados em comprar casacos, lenços ou blusas.

“Na loja temos lingeries, meias, bijuterias e maquiagens, mas o que mais tem saído são as blusinhas de malha ou jaquetas de couro. Estamos fazendo promoções para atrair ainda mais os clientes nessa data”, contou Julia.

Roupas devem ser os presentes mais comprados pelos consumidores — Foto: Natalia Filippin/G1

Roupas devem ser os presentes mais comprados pelos consumidores — Foto: Natalia Filippin/G1

Segundo Joséfa Guimarães, de 70 anos, e a amiga Ana, de 51 anos, a data pede mais do que um presente comum. Para elas, o ideal para esse ano é ganhar coisas mais atrativas.

“Eu já cansei de ganhar roupa, flor ou brinco. Tomara que meu filho veja a matéria e me dê um tablet”, brincou Ana.

Joséfa disse que o que ganhar será bem-vindo e ficará feliz. “Eu não estou mais na idade de escolher, se minha família estiver reunida já será suficiente”, contou.

Já na loja de calçados onde Eduardo de Oliveira Soler trabalha, o que mais está saindo são os chinelinhos e as sapatilhas.

“A loja toda está em promoção, o que estava R$ 120 agora está R$ 80, outras coisas saem até 50%. Sapatilhas e chinelos por R$ 29 são os itens mais escolhidos. Algumas meias e cintos também saem, mas para complementar o presente”, explicou o lojista.

Lembrancinhas

E para quem tem dificuldade em dar roupas para as mães devido a tamanhos, cores e gostos, existem as lojas de lembrancinhas. Pelo calçadão da Rua XV é possível encontrar várias, cheias de cartões, maquiagens, luminárias, almofadas e quadros.

“No ano passado eu dei um fogão para a minha mãe porque ela mudou de casa e achei que era bacana, mas esse ano sem chance! Amo ela da mesma forma, mas fiquei desempregada e nesse ano vai ser só uma lembrança. Talvez um canudo ecológico, que ela acha legal”, disse Maria Clara de Almeida, de 28 anos.

Solange Daiane Bento trabalha em uma loja de decoração e contou que apesar do movimento ainda estar fraco, tem expectativa alta para os próximos dias.

“A maioria dos presentes são abaixo de R$ 50. Temos caneca térmica por R$ 47, luminária de letras por R$ 60, copo com canudo, almofadas e taças por R$ 49”, disse a comerciante.

Para quem tem dificuldade em dar roupas para as mães, existem as lojas de lembrancinhas — Foto: Natalia Filippin/G1

Para quem tem dificuldade em dar roupas para as mães, existem as lojas de lembrancinhas — Foto: Natalia Filippin/G1

Quem já está aproveitando para fazer as compras é a Eliane de Fátima Araújo, que veio com a filha Samara que está grávida.

“Eu não tenho mais mãe, mas viemos fazer o enxoval do meu netinho. Esse vai ser o primeiro dia das mães da minha filha, então é especial para nós”, disse ela.

Vanessa Ziarno trabalha em uma livraria há cinco anos. Segundo ela, o movimento está bom, e apesar de se tratar de uma livraria, o que mais tem saído para as mães são os objetos de decoração. “Na livraria temos potinhos de cerâmica a R$ 27, canecas a R$ 65, porta bijuterias a R$ 26, cartões por R$ 13. Os livros especiais para as mães variam de R$ 15 a R$ 45”.

Tatiana Schinonatto, de 24 anos, estava no Centro de Curitiba procurando o que dar para a mãe e a avó dela.

“É a data mais difícil para mim porque nunca sei o que dar. Normalmente dava algo para a casa, mas comecei a ver que era chato, agora procuro dar um perfume, uma luminária de LED ou um vale-presente em algum restaurante, salão de beleza”, disse Tatiana.

Pelo calçadão da Rua XV é possível encontrar várias lojas com maquiagens, luminárias, almofadas e quadros — Foto: Natalia Filippin/G1

Pelo calçadão da Rua XV é possível encontrar várias lojas com maquiagens, luminárias, almofadas e quadros — Foto: Natalia Filippin/G1

Flores e chocolates

Para os filhos mais tradicionais, existem as floriculturas e as banquinhas com flores e plantas para presentear as mães.

Valquíria Portela está há 23 anos no ramo, e há oito vende flores no Centro da cidade. Os preços variam de R$ 5 a R$ 40.

“Flor é sempre uma boa escolha. A nossa loja é conhecida pela qualidade em orquídeas, mas vendemos de tudo. Suculentas têm saído bastante. Esperamos aumentar as vendas no final de semana”, contou Valquíria.

Para os filhos mais tradicionais, existem as floriculturas e as banquinhas com flores e plantas para presentear as mães — Foto: Natalia Filippin/G1

Para os filhos mais tradicionais, existem as floriculturas e as banquinhas com flores e plantas para presentear as mães — Foto: Natalia Filippin/G1

As lojas de chocolates também estão animadas com a data. Conforme o vendedor Marcos Paulo, quase todo o estoque especial de mães já saiu.

“Os kits que ficam na vitrine já praticamente se esgotaram. A média é de R$ 60 cada, mas tem também os mais baratos, como os clássicos botões de rosa de chocolate por R$ 31,90”, disse ele.

Lojas de chocolates também estão animadas com a data — Foto: Natalia Filippin/G1

Lojas de chocolates também estão animadas com a data — Foto: Natalia Filippin/G1

Eletrodomésticos

As lojas de eletrodomésticos também andam movimentadas durante essa semana. De acordo com os comerciantes, as boas opções que o filho vai encontrar nas lojas serão: secadores, escovas rotativas, fritadeiras, cafeteiras e painéis de TV.

“Na verdade o que mais sai nessa época são os liquidificadores por R$ 49. Porém, os celulares estão saindo acima do normal também”, explicou Geovanne Gomes.

Marta Reis veio até a Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, com filho Leonardo, de seis anos. Para ela, mesmo que ele ainda não tenha dinheiro para comprar algo, ela gosta de incentivar ele a ser carinhoso nessa data tanto com ela, quanto com a avó, tias, todas as mulheres.

“Estamos pesquisando os preços, temos que incentivar os filhos. É um tempo que vamos passar juntos, além de ser uma demonstração de carinho, de gratidão. O que não dá para aceitar é ganhar pano de prato e panela”, brincou Marta.

Marta Reis veio até a Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, com filho Leonardo — Foto: Natalia Filippin/G1

Marta Reis veio até a Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, com filho Leonardo — Foto: Natalia Filippin/G1

A pesquisa

Conforme ainda a pesquisa da ACP, 50% dos comerciantes acreditam que venderão mais neste ano do que em 2018. Já entre os consumidores, a estimativa é de se gastar o mesmo do que no ano passado para 58% dos pesquisados.

A estimativa é de que haja um crescimento real nas vendas para o Dia das Mães de 2%, já descontada a inflação dos últimos 12 meses, que foi de 4,58%.

“Apesar do consumidor ainda sentir os efeitos da crise e a lenta retomada da economia e emprego, o varejo está otimista com as vendas para o Dia das Mães, que segue como a segunda data mais importante para o comércio”, comentou o economista Cláudio Shimoyama.

A pesquisa ouviu 200 comerciantes e 200 consumidores nos dias 23 e 24 de abril.

Estimativa é de se gastar o mesmo do que no ano passado para 58% dos pesquisados, segundo a ACP — Foto: Natalia Filippin/G1

Estimativa é de se gastar o mesmo do que no ano passado para 58% dos pesquisados, segundo a ACP — Foto: Natalia Filippin/G1

G1

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