Objetos de Marie Curie continuam radioativos e oferecem perigo a quem tocá-los

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A cientista Marie Curie dedicou sua vida à ciência. Ela foi pioneira no estudo da radioatividade, um termo que ela mesma criou, tendo descoberto dois novos elementos da tabela periódica: o polônio e o rádio.  Mas ela pagou um preço alto por suas pesquisas, pois morreu de anemia aplástica, uma doença decorrente da manipulação de material radioativo sem o uso de equipamentos apropriados. Até hoje, seus objetos pessoais estão contaminados pela radiação e oferecem riscos a quem manuseá-losV
Atualmente, uma imensa quantidade de pertences de Curie, entre móveis, roupas, anotações de laboratório e livros, continuam radioativos. Trata-se de uma coleção de objetos considerados tesouros nacionais e científicos, armazenados em caixas cobertas de chumbo na Biblioteca Nacional da França, em Paris.

A coleção de Curie está contaminada com rádio 226, capaz de manter-se ativo por até 1600 anos. Qualquer pesquisador que pretenda entrar em contato com os objetos pessoais da cientista deve utilizar um equipamento especial para evitar a contaminação radioativa. Assim, a biblioteca só permite que os visitantes acessem os manuscritos perante a assinatura de um termo de responsabilidade. 

A cientista, de origem polonesa e francesa por adoção, entrou na história não somente por ser a primeira mulher a ser agraciada com um Prêmio Nobel, mas também por tê-lo ganhado duas vezes. Em 1903, ela ganhou o Nobel de Física, e, em 1911, o de Química.  Ela morreu em 1934, tendo sido enterrada em um mausoléu do Panteão de Paris, onde seu corpo repousa junto ao do marido, Pierre Curie. Devido à radiação, seus restos mortais foram sepultados em um caixão forrado com uma camada de 2,5 cm de chumbo. 

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