Testemunhas relatam à Polícia Civil que suspeito de esfaquear estudantes em pensionato agiu sem ser provocado

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Testemunhas que presenciaram o ataque a estudantes que moravam em um pensionato em Maringá, no norte do Paraná, prestaram depoimento à Polícia Civil. Na quinta-feira (21), elas deram detalhes sobre o crime que terminou com um estudante morto na madrugada de domingo (17).

“A atitude do agressor foi tomada sem qualquer tipo de provocação, ele começou a falar palavras fora do contexto. Uma das testemunhas contou que ele [agressor] disse ser do exército de um grupo de alienígenas. A partir desse momento, ele pegou uma faca e começou a desferir os golpes nas vítimas. Elas [testemunhas] relataram que não houve nenhum tipo de provocação, ameaça ou tortura, contrariando o que o agressor informou no interrogatório como meio de defesa”, explicou o delegado Diego Almeida.

Três jovens foram esfaqueados em um pensionato que fica próximo à Universidade Estadual de Maringá (UEM). Duas vítimas conseguiram fugir e sobreviveram. Já Orivaldo José da Silva Filha, de 22 anos, que se preparava para começar o doutorado em Química, foi atingido no peito e morreu no local.

O suspeito, Osvaldo dos Santos Pereira Junior, de 26 anos, foi preso na manhã de domingo e confessou os crimes.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que os três jovens tentaram fugir. Um dos rapazes cai no chão e não consegue se levantar. Os outros dois aparecem correndo no vídeo.

O delegado responsável pela investigação pediu autorização da Justiça para que ele seja submetido a um exame de sanidade mental. Também foram coletadas amostras de sangue e urina, porque a polícia quer saber, se na noite do crime, Osvaldo havia usado algum tipo de droga.

O suspeito ainda não tem advogado constituído, segundo a polícia.

G1PR

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