quinta-feira, maio 7, 2026

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Polícia indicia homem por estupro da sogra de 101 anos

Ele mantinha relacionamento há 21 anos com a filha da idosa.

A Polícia Civil de Pernambuco indiciou José Bezerra da Silva, o ‘Dé’, de 44 anos, pelo estupro da sogra de 101 anos. O inquérito que atribui a ele o crime de estupro de vulnerável foi remetido ao Ministério Público do Estado, na cidade de Pombos.

O indiciamento formal ocorreu na quinta, 14. A Promotoria vai analisar o caso e decidir se apresenta uma denúncia contra ‘Dé’. O caso foi investigado pela 10.ª Delegacia da Mulher, em Vitória de Santo Antão, município vizinho a Pombos.

‘Dé’ foi preso em flagrante no dia 7. Ele mantinha relacionamento há 21 anos com a filha da idosa.

Desconfiada de José Bezerra da Silva, a família instalou câmeras escondidas na casa onde moravam. Os equipamentos flagraram o estupro.

Em depoimento ao Estado, a estudante Maria Talita Bernardo Silva Araújo, de 21 anos,relatou momentos de angústia até a prisão em flagrante de José Bezerra da Silva, seu padrasto.

“A gente esperou um dia que ele saiu para colocar as câmeras para que quando ele chegasse, ele não notasse a diferença. Eram microcâmeras. A gente conseguiu instalar no domingo de carnaval”, contou.

Leia a íntegra do depoimento de Maria Talita


“No final do ano passado, a minha mãe desconfiou do meu padrasto Até então a gente não tinha nenhum tipo de desconfiança, porque ele sempre foi uma pessoa que mostrava uma boa conduta, uma boa índole. A gente nunca imaginava que uma pessoa de tanto tempo de convívio ia fazer uma coisa desse tipo.

Minha vó tem 101 anos. A gente não costumava e não costuma deixá-la sozinha até hoje. Minha irmã estuda em tempo integral, e eu trabalho o dia todo. Fica a minha mãe, meu padrasto e ela.

Um certo dia, no ano passado, minha mãe veio a uma agência bancária em Vitória de Santo Antão. Eu vim com a minha mãe, ficou minha vó e meu padrasto em casa. Quando minha mãe voltou, ela notou diferença, porque minha vó estava de banho tomado e a calcinha dela estava lavada.

Minha vó não toma banho sozinha, alguém tem de ir com ela, porque ela pode cair e se machucar. Às vezes ela não consegue nem ficar em pé sozinha. Essa foi a primeira desconfiança.

No dia 4 de janeiro, minha mãe fez uma viagem para a casa de uma amiga de mais de 20 anos que estava se mudando. Era a despedida dela. A cidade fica a mais de 200 quilômetros, é distante. Minha mãe teria que dormir na casa dela para voltar no outro dia. Nesse dia que minha mãe saiu, só ficou minha irmã, meu padrasto, que é pai dela, e minha avó.

Fonte:BandaB

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