quinta-feira, agosto 20, 2026

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Acidente em Ipiranga está entre os mais graves da história recente do Paraná; veja o que se sabe

Colisão frontal entre micro-ônibus da Saúde de Imbituva e carreta deixou 23 mortos e cinco feridos na BR-373

Uma das maiores tragédias rodoviárias da história recente do Paraná deixou 23 pessoas mortas e outras cinco feridas na madrugada desta quarta-feira (19), na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais. O acidente ocorreu por volta das 3h30, no km 209, e envolveu um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e uma carreta.

Entre as vítimas fatais estão 21 adultos — 13 mulheres e oito homens — e duas crianças. Das 23 pessoas que morreram, 22 estavam no micro-ônibus. O motorista da carreta também morreu no local. Cinco sobreviventes foram resgatados e encaminhados para unidades de saúde de Ponta Grossa. Informações divulgadas ao longo da manhã apontam que três deles sofreram ferimentos graves e dois tiveram ferimentos moderados.

O micro-ônibus pertencia à Secretaria de Saúde de Imbituva e levava pacientes, acompanhantes e profissionais para atendimentos médicos na Grande Curitiba. O transporte fazia parte do serviço disponibilizado pelo município para pessoas que precisam realizar consultas, exames e tratamentos especializados fora da cidade.

Diante da dimensão da tragédia, a Prefeitura de Imbituva decretou luto oficial, suspendeu atividades e passou a prestar atendimento e apoio psicológico às famílias das vítimas. O Governo do Paraná também decretou três dias de luto.

As informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal indicam que a carreta teria invadido a pista contrária antes da colisão frontal. A hipótese ainda depende da conclusão dos trabalhos periciais e não representa, neste momento, uma definição oficial sobre a causa do acidente.

A carreta Scania tinha placas de Erechim, no Rio Grande do Sul, e, conforme os primeiros levantamentos, havia saído de Carambeí e seguia em direção a Prudentópolis. A violência do impacto provocou graves danos principalmente na região dianteira do micro-ônibus.

Equipes da PRF, Via Araucária, Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Civil e Polícia Científica foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência. A BR-373 permaneceu totalmente interditada por aproximadamente sete horas e foi liberada por volta das 10h25, depois da retirada dos veículos e limpeza da pista.

A identificação das vítimas mobilizou uma operação especial da Polícia Científica do Paraná. Equipes de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava foram acionadas, com aplicação de protocolo utilizado em ocorrências com grande número de vítimas. Os procedimentos podem envolver análise de documentos, impressões digitais, exames odontológicos e, quando necessário, comparação de material genético.

Familiares foram orientados a buscar informações diretamente com os órgãos responsáveis antes de qualquer divulgação pública dos nomes. A Polícia Científica disponibilizou o telefone (42) 99905-9533 para atendimento relacionado às vítimas.

O número de mortos foi atualizado durante a manhã conforme os trabalhos avançaram no local. Os primeiros balanços apontavam menos vítimas, até a confirmação de 23 mortes.

Com esse número, a colisão desta quarta-feira se tornou a ocorrência rodoviária com maior quantidade de mortes registrada pela PRF no Paraná desde janeiro de 2021, quando 19 pessoas morreram após o tombamento de um ônibus na BR-376, em Guaratuba.

As causas definitivas da tragédia ainda serão esclarecidas. A perícia deverá analisar a posição final dos veículos, marcas de frenagem, vestígios encontrados na rodovia, condições mecânicas e outros elementos que possam ajudar a reconstruir os momentos anteriores à colisão.

A dimensão da ocorrência mobilizou autoridades estaduais e municipais e provocou comoção em Imbituva e em todo o Paraná. Enquanto as famílias aguardam a conclusão da identificação e a liberação dos corpos, as forças de segurança continuam trabalhando para determinar o que provocou uma das mais graves tragédias já registradas nas rodovias paranaenses nos últimos anos.

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