A Prefeitura de Guaratuba formalizou parceria com o Governo do Estado para implantação de hospital com 93 leitos, 10 UTIs e três salas cirúrgicas. A Prefeitura de Guaratuba deu mais um passo para a construção do novo Hospital Municipal. Nesta sexta-feira (2), o prefeito Maurício Lense assinou, ao lado do governador licenciado Ratinho Junior e do secretário estadual da Saúde, César Neves, o convênio que prevê R$ 47 milhões para a implantação da nova unidade hospitalar no município.
O projeto prevê uma estrutura de cinco andares, com 93 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de três salas cirúrgicas. Esse novo hospital será construído ao lado do atual Pronto Atendimento (PA), que também deverá passar por uma reformulação.
Com a assinatura do convênio, o Município poderá avançar para a próxima etapa do projeto: a licitação da obra. A expectativa da Prefeitura é que o processo seja realizado ainda em 2026, com previsão de emissão da Ordem de Serviço no início de 2027.
Prefeitura viabilizou área para construção
A implantação do novo hospital começou a ser viabilizada pelo Município com a aquisição dos terrenos necessários para ampliar a área destinada ao complexo de saúde.
De acordo com o prefeito Maurício Lense, a Prefeitura destinou R$ 3,5 milhões para a compra dos terrenos, utilizando recursos que deixaram de ser empregados como contrapartida em projetos de pavimentação após o Município cumprir os prazos estabelecidos.
“Como a gente não precisou gastar esse recurso, nós investimos esses R$ 3,5 milhões na compra dos terrenos para a construção do novo hospital”, explicou o prefeito. A aquisição da área permitiu ampliar o espaço disponível e possibilitou o desenvolvimento do projeto hospitalar em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo Lense, o Município também trabalhou na regularização documental e estrutural do atual Pronto Atendimento, etapa necessária para o avanço das aprovações relacionadas ao novo complexo.
Estrutura amplia atendimento em Guaratuba
O novo Hospital Municipal terá vocação materno-infantil, mantendo uma característica já presente no atendimento de saúde do município, e contará com novos serviços e estruturas, como leitos de UTI e bloco cirúrgico.
As três salas cirúrgicas também permitirão que Guaratuba seja inserida no Opera Paraná, programa estadual destinado à realização de cirurgias eletivas. O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o projeto mantém a vocação materno-infantil do atendimento municipal e amplia a capacidade da rede. “Nós vamos manter a vocação materno-infantil e também agregar leitos de UTI”, declarou.
Mais atendimento para moradores e visitantes
Para o prefeito Maurício Lense, a construção do hospital acompanha o crescimento de Guaratuba e representa uma ampliação necessária da estrutura pública de saúde. “Com esse crescimento vem a necessidade de atender a população, principalmente na área de saúde. A população sonha com isso há muitos anos”, afirmou.
A nova estrutura também deverá contribuir para ampliar a capacidade de atendimento no município e reduzir a necessidade de encaminhamento de pacientes para outras cidades, como Paranaguá. “Antes era muito mais complicado porque nós tínhamos o ferry boat. Agora tem a ponte, mas a gente quer um atendimento aqui para a população”, destacou Lense.
Além de atender os moradores durante todo o ano, a estrutura deverá reforçar a capacidade da rede municipal nos períodos de maior movimento, especialmente durante a temporada de verão e feriados. O crescimento da cidade e do setor da construção civil também reforça a necessidade de ampliação da estrutura pública. Segundo o prefeito, atualmente Guaratuba possui 42 novos edifícios em construção e outros seis em processo de liberação.
Próximas etapas
Com o convênio formalizado, a Prefeitura dará continuidade aos procedimentos necessários para a licitação da obra. O prefeito Maurício Lense ressaltou que o processo deverá ser público e observar os critérios técnicos exigidos para a contratação da empresa responsável pela construção.
Lense também destacou a importância de avaliar a capacidade técnica da empresa que será contratada para executar o empreendimento.
A previsão apresentada pelo ex-secretário estadual da Saúde e deputado Beto Preto é de que a construção possa levar entre um ano e meio e dois anos após a contratação da empresa. O prazo é uma estimativa e poderá ser definido conforme o andamento da licitação e da execução da obra.
