quinta-feira, junho 4, 2026

InícioDestaquesToni Garrido rebate críticas e explica mudança em “Girassol”: “Quis homenagear as...

Toni Garrido rebate críticas e explica mudança em “Girassol”: “Quis homenagear as mulheres”

O cantor Toni Garrido, 58 anos, respondeu às críticas que recebeu após revelar, no programa Altas Horas, da TV Globo, no sábado (4), que alterou um verso de “Girassol”, clássico do Cidade Negra, por considerá-lo machista.

Durante a apresentação, Garrido explicou que, após mais de duas décadas cantando a música, percebeu um incômodo na letra original. O trecho “já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino” foi modificado para “já que pra ser homem tem que ter a grandeza de uma menina”.

“Depois de 25 anos cantando a música, um dia me bateu que o trecho era hétero, machista, top, horrível”, afirmou o cantor.

Após a repercussão, ele voltou ao tema nas redes sociais. “De uma coisa tão simples e que dentro de tantas coisas incríveis, a gente vê uma discussão enorme por causa da semântica, do entendimento dessas palavras. Na realidade, de uma mudança, de uma palavra. As pessoas podem cantar como elas quiserem, elas conhecem a música de um jeito”, escreveu.

Garrido explicou que sua intenção foi homenagear as mulheres e ampliar o significado da canção:

“Todo grande homem tem a grandeza de um pai e de uma mãe. E de um menino também, poeticamente falando. Eu queria muito dizer que todo grande homem tem, por trás dele, à frente dele ou junto dele, uma grande mulher. E a gente não fala muito isso”, refletiu.

Lançada no Acústico MTV: Cidade Negra em 2002, “Girassol” tornou-se um dos maiores sucessos da banda e segue sendo uma das músicas mais conhecidas do grupo. A alteração feita por Garrido dividiu opiniões entre fãs e reacendeu o debate sobre a atualização de letras antigas para refletir valores contemporâneos.

Enquanto parte do público elogiou a iniciativa por enxergar nela uma leitura mais inclusiva, outros defenderam a preservação da letra original. Garrido, no entanto, reforçou que a arte é livre e que cada pessoa pode cantar a versão com a qual mais se identifica.

“Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que a música continue viva, dialogando com o presente”, concluiu o cantor.

Veja a versão atual

Redação

ARTIGOS RELACIONADOS

MAIS POPULARES