domingo, abril 19, 2026

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Professora passa mal e vai a óbito dentro de escola no Paraná; segundo caso em uma semana

A professora Rosane Maria Bobato faleceu na tarde desta quinta-feira (5), enquanto exercia suas atividades no Colégio Estadual Santa Gemma Galgani, em Curitiba. Segundo informações, ela passou mal durante o expediente, foi prontamente encaminhada à coordenação da escola, mas infelizmente não resistiu e veio a óbito no local.

Com uma trajetória de mais de 29 anos dedicados à rede estadual de ensino do Paraná, Rosane era docente de Língua Portuguesa e já havia atuado como diretora na mesma instituição onde perdeu a vida. O colégio integra o modelo de gestão terceirizada implementado pelo governo do Estado, no qual organizações sociais privadas assumem a administração de unidades escolares — proposta que vem sendo duramente criticada por educadores e sindicatos por, segundo eles, contribuir para o aumento da pressão e do desgaste físico e emocional dos profissionais da educação.

Representantes da APP-Sindicato estiveram na escola para prestar solidariedade aos colegas, familiares e alunos da professora, além de buscar esclarecimentos sobre os acontecimentos que levaram à fatalidade.

O episódio ocorre poucos dias após o falecimento da professora Silvaneide Monteiro Andrade, ocorrido no interior do Colégio Cívico-Militar Jayme Canet, também em Curitiba, na sexta-feira anterior (30). A sequência de mortes tem abalado profundamente a comunidade escolar da capital, reacendendo debates sobre as condições de trabalho impostas aos professores e as metas cobradas no atual modelo de gestão da educação pública paranaense.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) lamentou a perda da professora Rosane e informou que está prestando assistência à família e aos profissionais da escola. Como medida de resposta, a pasta anunciou a ampliação do programa Bem Cuidar, voltado à promoção da saúde dos educadores. Entre as ações previstas estão a implementação de novos protocolos de atendimento, com a realização de exames de rotina em todos os municípios do estado e a criação de um canal telefônico gratuito (0800) destinado ao acolhimento psicológico e orientações especializadas.

A iniciativa, segundo a secretaria, reforça o compromisso do governo com o cuidado integral aos profissionais da educação, diante de uma realidade que tem exigido atenção urgente à saúde física e mental dos docentes da rede pública.

Redação

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