Denúncia pode, ou não, ser aceita pela Justiça. Corpo de Kameron Osolinski foi encontrado em 27 de abril. Defesa do homem disse que se manifestará oportunamente sobre ‘controvérsias’ na confissão do acusado.
Givanildo Rodrigues Maria, de 33 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver frente à morte morte da própria enteada, Kameron Odila Gouveia Osolinski, de 11 anos.
A morte aconteceu em Guaraqueçaba, no litoral do Paraná. Antes do corpo da criança ser encontrado, Kameron chegou a ser dada como desaparecida pela Polícia Civil (PC-PR). O homem confessou o crime e disse que matou a enteada asfixiada.
Na denúncia do MP, pesa contra Givanildo, também, uma qualificadora por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A promotora Ana Carolina Lacerda Schneider, que assina o documento encaminhado à Justiça, afirmou que o homem apresentou “manifesta vontade de matar”. Destacou, também, que a morte de Kameron aconteceu no âmbito de violência doméstica e familiar, uma vez que ele era padrasto da criança.
A Justiça não tem prazo para aceitar ou recusar a denúncia.
O homem está preso preventivamente desde 29 de abril.
Em nota, o advogado Cristiano Dias Souza, que defende Givanildo, disse que se manifestará oportunamente “quanto aos questionamentos da ‘confissão’, considerando, algumas controvérsias […] visto que no ato da oitiva pela autoridade policial, o acusado estava desacompanhado de advogado”.
Disse, também, que está “tomando conhecimento dos fatos, dos documentos e indícios contidos nos autos do processo”.
Denunciado confessou o crime
Givanildo foi preso preventivamente após confessar o crime na Delegacia de Paranaguá. A RPC teve acesso a parte do depoimento.
À polícia, ele afirmou que asfixiou a menina durante o abuso sexual e, em determinado momento, percebeu que ela estava morta. Na ocasião, ele deu detalhes ao delegado sobre como descartou o corpo da menina.
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Padrasto confessou o crime — Foto: Reprodução/RPC
Primeira prisão do homem foi revogada pela Justiça
Dois dias antes de confessar o crime e ser preso preventivamente, Givanildo chegou a ser detido em flagrante, logo após o corpo de Kameron ser encontrado em 27 de abril, em uma mata em Guaraqueçaba.
Entretanto, em 28 de abril, foi solto por determinação do juiz Jonathan Cheong, que entendeu que não existiam sinais de que o padrasto, apesar de suspeito, pudesse destruir alguma prova ou fugir da cidade.
Em 29 de abril, após ele se apresentar voluntariamente à polícia e confessar o crime, foi preso novamente.
O corpo de Kameron foi encontrado após ela ser dada como desaparecida pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).
G1PR
