sexta-feira, abril 17, 2026

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81% das brasileiras ouviram relatos de agressão doméstica na pandemia

A pandemia de Covid-19 escancarou uma realidade enfrentada por milhares de mulheres mundo afora: a violência doméstica. Só no Brasil, 81% das brasileiras ouviram relatos de pessoas próximas que já foram vítimas do crime durante o período, segundo um levantamento divulgado nesta segunda-feira (8) pela Hibou, empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo.

Realizada entre 24 de fevereiro e 2 de março de 2021, a pesquisa contou com a participação online de 2.250 mulheres residentes do território nacional, de todos os níveis de renda e faixa etária. De acordo com a Hibou, os resultados têm 95% de significância estatística e 2% de margem de erro.

Os dados mostram que, para 79% do público feminino, o isolamento social trouxe uma carga adicional ao volume de atividades diárias – o suficiente para desencadear exaustão frequente (73%) e dificuldades para dormir (41%), por exemplo. Apenas 41% das mulheres disseram ter contado com a ajuda de outros membros da família para lidar com a rotina do confinamento. Em alguns casos, a sobrecarga teve consequências dramáticas: levou 9% delas a precisarem pedir demissão do trabalho.

Dia Internacional da Mulher

A cada três anos, o levantamento da Hibou também tráz respostas a uma pergunta específica: para o público feminino, qual é a importância do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira (8)? Em 2018, 55% delas disseram não se sentir representadas pela data. Em 2021, o número caiu para 39%.

Para 80% das mulheres, a efeméride pode trazer visibilidade para questões como assédio, violência doméstica e desigualdade de gênero no mercado de trabalho. E este último problema parece estar piorando, segundo o estudo: 8 a cada 10 mulheres ouvidas se sentem diminuídas em algumas situações profissionais, o que representa um aumento de 18% na comparação entre 2018 e 2021. Levantar discussões que tratem do assunto no ambiente profissional – ou em outros lugares –, no entanto, também pode se tornar um inconveniente: nesses casos, 78% delas testemunharam ter ouvido a palavra “feminista” de forma prejorativa.

AEN

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