Em Viena, Áustria, as agências funerárias decidiram adaptar-se às restrições impostas no país oferecendo cerimónias funerárias virtuais através da internet.

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus provocou alterações importantes na rotina diária de uma parte importante da população mundial sujeita a diferentes medidas de quarentena. Num cenário em que a morte tomou conta do quotidiano em Itália ou Espanha e se assiste ao colapso sistemas de saúde incapazes de responder adequadamente à avalanche de casos graves de Covid-19 várias cidades destes países deparam-se também com o esgotamento da capacidade das agências funerárias.

Noutros países, ainda que esse problema não seja ainda uma evidência, as medidas de restrições também mudaram a forma como as pessoas se despedem dos seus familiares e amigos. Em Viena, Áustria, as agências funerárias decidiram adaptar-se a estes constrangimentos oferecendo cerimónias funerárias virtuais através da internet.

A funerária Himmelblau, uma das mais importantes da capital austríaca, foi a primeira a oferecer este serviço há alguns dias, seguida esta semana pelas agências funerárias da cidade de Viena, noticiou hoje a AFP.

“É difícil para muitos familiares não poderem comparecer ao funeral”, afirmou à AFP, nesta quarta-feira, o diretor da Himmelblau, Jacob Homan, que já providenciou a gravação de seis funerais. Os velórios ou a cremação pode ser acompanhada de forma gratuita através do software Zoom graças a uma ligação protegida por uma palavra-passe. O vídeo pode então ser disponibilizado aos clientes se assim desejarem.

As agências funerárias da cidade de Viena seguiram o exemplo e isso “permite que familiares e, especialmente, que pessoas de grupos de risco assistam à cerimónia de despedida” protegidos, afirmou uma porta-voz, Nina Lämmermaier, à AFP.

Neste momento, na Áustria, qualquer reunião de mais de cinco pessoas no espaço público é proibida e os funerais não são exceção. Além disso, alguns familiares não estão autorizados a viajar, já que as fronteiras estão fechadas.

As medidas de confinamento foram prolongadas no país até 13 de abril num país que nesta quarta-feira tinha 5560 casos de infeção por Covid-19, que levou à morte de 31 pessoas,  numa população de 8,8 milhões de habitantes.

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