Horta terapêutica contribui para o corpo e a mente

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Muitos projetos têm surgido dentro dos próprios centros de saúde das cidades.

Produzir hortaliças para nutrir o corpo e cuidar da mente. As hortas comunitárias em espaços urbanos assumem várias funções e esta é uma delas. No bairro de Boqueirão em Curitiba, capital do Paraná, está nascendo a Horta Terapêutica Visitação.

O cultivo de alimentos já existe no local há dois anos. Não é novidade que Curitiba dá atenção especial para o plantio. Há incentivos para a comunidade e muitos projetos são geridos pela própria prefeitura. Entretanto, esta horta será ampliada e terá o diferencial de também integrar atividades musicais. Uma das propostas é fazer encontros, todos os sábados, para resgatar os cantos de lavouras das fazendas. O projeto é chamado de Canteiros Sonoros.

De acordo com a prefeitura, ainda serão incentivados alongamentos. A horta tem os idosos como maior público. Eles frequentam e colocam a mão na terra. A área de plantio, que possui 1,5 mil m², está nos fundos da Unidade de Saúde Visitação e o cultivo serve de terapia para alguns pacientes.

Na imagem, o artesão Lincoln Willian Polycarpo, 67 anos, e a mulher, Erica Benpel Polycarpo, 66 anos. Foto: Prefeitura de Curitiba | Divulgação

Outras iniciativas

Para quem acompanha o crescimento das hortas comunitárias nas cidades, já sabe que projetos do tipo estão pipocando também em outras capitais. Centros de saúde de Belo Horizonte usam a horta como forma de ajudar os pacientes na redução dos níveis de ansiedade e estresse, além de favorecer a integração de comunidades. Recentemente, uma educadora social e ambiental iniciou um projeto que une conscientização sobre o lixo orgânico para a geração de adubo e cultivo de hortas. A primeira turma foi destinada aos pacientes que realizam tratamento de tabagismo e saúde mental. E neste fim de semana, uma UBS (Unidade Básica de Saúde), em Sorocaba (interior de SP), ganhará uma horta de plantas medicinais.

Muitos destes movimentos autônomos apostam na produção orgânica e assim, de pouco em pouco, a sociedade vai se conscientizando da importância de saber lidar o mínimo com a terra e gradativamente transitarmos para o sistema agroecológico como forma de garantir a segurança alimentar.

CicloVivo


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