Caso Daniel: juíza aceita pedido de defesa dos Brittes e adia audiências para setembro

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A audiência para tomada de depoimento dos réus do Caso Daniel foi adiada. A pedido da defesa do assassino confesso, Edison Brittes Júnior (que também defende Cristiana e Allana), uma nova data foi marcada para o início de setembro. A justificativa é que uma nova testemunha será ouvida antes do depoimento dos sete réus do processo que julga as responsabilidades na morte do jogador de futebol Daniel Corrêa, ocorrido em outubro de 2018.

O advogado Cláudio Dalledone pediu um desmembramento do julgamento, para que todos sejam ouvidos separadamente, mas a juíza Luciane Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, indeferiu o pedido. Também foi pedida uma acareação entre a nova testemunha, o repórter João Gimenez – que foi até a loja em que o celular de Cristiana Brittes foi mandado para assistência – e os acusados, mas o pedido também foi indeferido. No entanto, a juíza aceitou o adiamento das audiências até que Gimenez seja ouvido em depoimento.

A defesa de dois dos réus ficou incomodada com a decisão da juíza. “Meus clientes tiverem participação acessória neste caso e adiar é prejudicial, pois eles estão presos e o interesse é resolver o mais rápido possível. Pedi em audiência a liberdade deles, pois não fomos nós que demos causa ao adiamento”, explicou o advogado de Ygor King e David da Silva, Rodrigo Faucz.

O caso

O processo tem sete réus, dos quais seis foram presos. Entre eles, Allana Emily Brittes, filha de Edison, que foi libertada semana passada após conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os outros permanecem presos. Outras duas baterias de audiências já ocorreram este ano, nos meses de fevereiro e abril.

Conforme o ritual jurídico, em fevereiro foram ouvidas as testemunhas de acusação, ou seja, pessoas designadas pelos advogados que atuam como assistentes de acusação (em apoio à família do jogador Daniel). Foram três dias de audiências, com 13 pessoas ouvidas, alguns bate-bocas entre advogados, novas informações que não estavam no inquérito policial e surpresas jurídicas.

Na segunda fase, em abril, foi a vez das testemunhas de defesa dos réus serem convocadas. Em três dias, 44 pessoas foram ouvidas. Alguns testemunhos ficaram pendentes e foram feitos por carta precatória – já que as testemunhas são de outros municípios ou estados.

Os réus sempre são os últimos a serem ouvidos, depois que todas as testemunhas deram seus depoimentos e que todas as perícias e provas foram produzidas. E, em geral, segue-se a ordem listada na denúncia feita pelo Ministério Público (MP). Ainda estão pendentes para anexar ao processo dois laudos, que são as pericias no celular de Daniel e das imagens da Shed.

Os réus

Ao todo são sete acusados de participação na morte do jogador Daniel, mas cada um deles responde a uma determinada acusação. Veja a seguir.

– Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;

– Cristiana Brittes: homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

– Allana Brittes (responde em liberdade): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;

– David Willian da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

– Eduardo da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

– Ygor King: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

– Evellyn Brisola Perusso (responde em liberdade): denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

TribunaPr

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