Raquel Lamb, que é proprietária do imóvel, deixou o hospital na tarde desta quinta-feira (8).
A dona do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, e a última vítima que estava internada no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Raquel Lamb, recebeu alta no início da tarde desta quinta-feira (8).
Ela teve 55% do corpo queimado durante a explosão.
O incidente ocorreu no dia 29 de junho deste ano, e o apartamento ficou totalmente destruído. Um laudo da Polícia Científica apontou que o uso inadequado de um produto inflamável para um serviço de impermeabilização no sofá do imóvel foi o que causou a explosão.
O marido de Raquel, Gabriel Araújo, também queimou 30% do corpo e deixou o hospital na segunda-feira (5). Caio Santos, que foi o responsável pela impermeabilização, também já recebeu alta.
O irmão de Raquel Mateus Lamb tinha 11 anos e morreu ao ser arremessado pela explosão.
Na conclusão do laudo, a perita Angela Andreassa disse ainda que além das vítimas, a propagação das ondas de choque da explosão causou danos ao imóvel e aos apartamentos vizinhos, aos veículos que estavam na garagem do edifício, além das áreas comuns do prédio e das edificações vizinhas.
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Da esquerda para a direita: Mateus, Raquel e Gabriel — Foto: Reprodução/Facebook
Outro laudo analisado pela Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi) da Prefeitura de Curitiba, concluiu que não houve dano estrutural no prédio do apartamento.
A Polícia Científica também citou o fato de Raquel Lamb ter acendido o fogão no momento em que a impermeabilização estava sendo feita.
A aplicação do produto volátil e inflamável no sofá com o uso do pulverizador espalhou micropartículas líquidas no interior do apartamento e, quando uma boca do fogão foi ligada, houve a explosão.
Atualmente, apenas o sexto andar do prédio continua interditado. Os outros moradores já retornaram aos apartamentos.
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— Foto: Arte / G1
