Paralisação de motoristas de aplicativo eleva tarifas nesta quarta-feira

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Quem precisou solicitar um carro por aplicativo na manhã desta quarta-feira (8), em toda a Grande Curitiba, notou que os preços estavam muito mais altos que o normal. O motivo é uma paralisação global dos motoristas, que pedem condições melhores de trabalho e reclamam das baixas tarifas praticadas pelos aplicativos.

Tarifas dinâmicas nesta quarta-feira. (Foto: Reprodução)

Tarifas dinâmicas nesta quarta-feira. (Foto: Reprodução) 

A greve, que deve durar o dia inteiro, fez com que as tarifas na capital paranaense subissem até três vezes, já que boa parte dos motoristas optou por ficar em casa ou participar de uma carreata, prevista para começar às 10h, a partir do bairro Jardim Botânico. Os condutores devem seguir até o Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais.

No Brasil

Além disso, nesta sexta-feira (10), a Uber faz sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de Nova York, o que também motivou mais queixas entre os trabalhadores pelo mundo. A expectativa é de que as ações sejam avaliadas entre US$ 44 e US$ 50, levando o valor da empresa para próximo de US$ 90 bilhões.

“A Uber cresceu, se tornou uma empresa bilionária, está entrando na Bolsa, mas o motorista, que é a máquina que move esse sistema, está esquecido”, disse Eduardo Lima, presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp).

A Amasp reivindica aumento da tarifa mínima paga pelos passageiros para R$ 10, além de maior transparência nos casos de exclusão de motoristas dos aplicativos. Procurada por e-mail pelo Estadão, a Uber disse que não se manifestaria.

MassaaNews

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