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Índia de 12 anos abusada por tio sofreu queimaduras de cigarro

O cacique indígena preso na última semana, suspeito pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, teria queimado a menina com cigarro e ameaçado vendê-la para outra pessoa, em Guaraqueçaba. O homem possuía a guarda da sobrinha e aproveitava os momentos a sós para cometer os abusos, que aconteceram também em Curitiba.

O delegado responsável pelo caso, José Barreto, informou que o caso foi denunciado à Polícia Civil em julho de 2018, por uma mulher que trabalhava em uma loja indígena na capital paranaense e conhecia a vítima, de apenas 12 anos. “Ela tomou conhecimento de que a menina teria relatado que vinha sendo alvo de abusos sexuais, tanto como coito anal e conjunção carnal, que vinham sendo feitos por meio do seu tio, que era cacique da tribo em que moravam. Essa índia estava na guarda desse tio, pois a mãe é alcoólatra e perdeu a guarda”, disse.

Durante as investigações, a equipe localizou a vítima e realizou a escuta especializada no Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que foi acompanhada por psicólogos. No depoimento, a menina confirmou os abusos que sofria por parte do tio, de 36 anos, e foi encaminhada para exames no Instituto Médico Legal (IML). 

“O laudo foi positivo para conjunção carnal, o que é muito grave. Além disso, ela relatou que estava sendo alvas de ameaças, e que esse tio a lesionava com a ponta do cigarro no braço, e realmente haviam essas marcas no braço da vítima. Também ameaçava que ia vender ela para outra pessoa, tratava como se fosse escrava”, detalhou Barreto. De acordo com a vítima, os abusos aconteciam dentro da aldeia e em Curitiba.

O mandado de prisão preventiva foi expedido em setembro de 2018, mas o isolamento da tribo em que o cacique morava dificultou o trabalho da equipe, que contou com a ajuda das policiais civis de Paranaguá e Antonina, além da Polícia Federal (PF) de Paranaguá. “Ele estava dentro de uma tribo de difícil acesso, era aproximadamente uma hora de barco e uma hora de caminhada. Até que na última sexta-feira a PF localizou o cacique em Paranaguá, na rodoviária. Ao ser indagado, ele disse que estava indo para uma festa e foi preso”.

Suspeita de gravidez

Apesar do exame do IML não ter identificado uma gravidez, Barreto relatou que é possível que a vítima tenha engravidado e sofrido um aborto espontâneo. “Ela e testemunhas relataram que a menstruação estava bastante atrasada, então acreditamos que teria ficado grávida e deve ter sofrido um aborto espontâneo”, concluiu.

Ao ser interrogado no Nucria, o cacique permaneceu em silêncio. O homem vai responder por estupro de vulnerável, lesão corporal, violência doméstica e ameaça, e permanece à disposição da Justiça.

MassaNews

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