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Lar de idosos é interditado por maus-tratos: pouca comida e más condições de higiene

Um lar de idosos localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi interditado por maus-tratos judicialmente na terça-feira (30), a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR).

A Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) do bairro Rondinha tinha diversas ilegalidades sanitárias e situação de caracterizam maus-tratos. Uma idosa, de 82 anos, foi encontrada debilitada, em más condições de higiene, pesando menos de 30 quilos e com diversas escaras (feridas) pelo corpo.

 Desde 2016, o Lar de Idosos já foi notificado diversas vezes pela Vigilância Sanitária Municipal e pelo Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Campo Largo, em razão de problemas estruturais e sanitários. Os donos da empresa sempre se comprometiam a ajustar as ilegalidades.

Porém, em abril deste ano, a Promotoria foi noticiada de maus-tratos contra os idosos mantidos no lugar, que abriga 11 pessoas, de idades entre 64 a 92 anos. Na mesma semana, uma equipe ministerial foi até o local e verificou presencialmente a situação – pessoas subnutridas e com ferimentos, sujas, reclamando de dor.

Com isso, a Promotoria pediu a interdição do local. A ação ainda pede também o fechamento definitivo da instituição e a proibição dos sócios do lugar de voltarem a abrir estabelecimentos similares.

Pouca comida

A ação conta ainda com imagens e cita depoimentos de funcionários e ex-colaboradores do estabelecimento. Um deles relata que “no período em que esteve na Instituição não serviram frutas aos idosos e tampouco era servido água. Que os idosos ficavam, praticamente, o dia todo, sem beber água. Que a maioria dos idosos não consegue se expressar bem. Os idosos mais lúcidos reclamavam da comida, mas a comida sempre era mesma. A orientação da administração era para não dar muita comida, para que não se utilizasse muitas fraldas. As fraldas somente eram trocadas nos casos em que se verificava acúmulo grande de excrementos.”

Foi indicado pelo MPPR que os responsáveis pelos idosos e o Município de Campo Largo acompanhem a situação para garantir que as pessoas que estavam abrigadas na entidade não fiquem desassistidas ou em situação de risco.

Colaboração MPPR

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