Depois de oito adiamentos, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu manter o júri popular dos quatro acusados pela morte do auditor fiscal Fabrizzio Machado da Silva, em março de 2017. A decisão unânime da 1.ª Câmara Criminal aconteceu no final da tarde desta quinta-feira (02). Os réus ainda podem recorrer.
De acordo com a acusação, Fabrizzio foi morto por causa da atuação na fiscalização de irregularidades em postos de combustíveis. O empresário Onildo Chaves de Córdova II foi apontado pela polícia como mandante do assassinato.
O principal acusado do processo é proprietário de quatro postos de combustível em Curitiba e Região Metropolitana e estaria cometendo fraudes em seus estabelecimentos. Ele chegou a ficar preso durante cinco dias após desdobramentos da Operação Pane Seca.
De acordo com a denúncia, Onildo ofereceu uma quantia entre R$ 20 mil e R$ 35 mil para Patrick Leandro assassinar Fabrizzio. O auditor fiscal comandou operações de fiscalização que interditaram pelo menos três postos controlados pelo empresário.
Além de Onildo e Patrick, também devem ir a júri popular o coautor do assassinato e o homem apontado como intermediário das negociações.
Ao Massa News, o advogado Luis Roberto Zagonel disse acreditar na condenação dos réus. “Nós ficamos satisfeitos e estamos confiantes na Justiça. O processo é muito robusto e são muitas as provas contra os quatro acusados”, afirmou o assistente de acusação.
Ainda não há previsão para a data do julgamento. O Tribunal do Júri deve marcar a sessão nas próximas semanas.
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