Segundo chefe da segurança do terminais urbanos de Londrina, Samu não tinha ambulâncias disponíveis para atender segurança do terminal.
Um ônibus do transporte público foi esvaziado e utilizado como ambulância em Londrina, no norte do Paraná, para levar um segurança de um terminal para um hospital na noite de quarta-feira (23).
O homem, de 34 anos, apresentou sintomas de infarto e, como as dez ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) não estavam disponíveis, foi levado ao hospital de ônibus. Câmeras de segurança registraram a movimentação no terminal.
Segundo o chefe de segurança dos terminais urbanos de Londrina, Dejalma Antonio Santos, como o Samu informou que não tinha ambulâncias e o Corpo de Bombeiros disse que esse tipo de caso quem atende era o Samu, ou seja, também não mandaria ambulância, a decisão foi levar o segurança de ônibus. Os passageiros foram retirados e o veículo seguiu para o hospital da Zona Norte.
“Chegando ao terminal Ouro Verde, colocamos ele no chão e iniciamos o atendimento. Ele reclamava que as dores eram muito fortes no peito. O Samu disse que não tinha ambulância disponível naquele momento, o Siate disse que não ia. Continuei aguardando, falei com o médico, passei novamente a situação, pedi prioridade, aguardei mais uns 15 ou 20 minutos. Como ninguém apareceu, falei com o fiscal da empresa, que autorizou o uso do veículo para levar o segurança até uma unidade de saúde”, explicou o chefe dos seguranças.
O segurança Fábio Júnior passou por exames no hospital e foi constatado que ele não infartou, mas teve uma dor no peito muito forte causada pela estreitamento das artérias que conduzem o sangue ao coração. Após a realização de exames, e descartado o infarto, ele recebeu alta do hospital na manhã desta quarta-feira (25).
Por telefone, Fábio Júnior contou como tudo aconteceu.
“De repente, deu uma dor muito forte no meu peito, faltou um pouco de ar e fui tomar um copo de água. A dor começou a apertar mais, foi quando liguei para o meu chefe e ele prontamente foi até o terminal onde estava. Ele prestou os primeiros atendimentos logo que chegou, a dor era muito forte. Cada momento que dava aquela pontada, pensava que estava indo. Graças a Deus, estou vivo”, disse.
Por meio de nota, a empresa TCGL disse que o objetivo foiatender o mais rápido possível a pessoa que necessitava de socorro médico. A empresa adotou essa medida já que não havia disponibilidade de atendimento pelo serviço especializado.
G1PR
