quinta-feira, abril 16, 2026

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Ônibus é usado como ambulância para levar homem que passava mal em terminal ao hospital

Segundo chefe da segurança do terminais urbanos de Londrina, Samu não tinha ambulâncias disponíveis para atender segurança do terminal.

Um ônibus do transporte público foi esvaziado e utilizado como ambulância em Londrina, no norte do Paraná, para levar um segurança de um terminal para um hospital na noite de quarta-feira (23).

O homem, de 34 anos, apresentou sintomas de infarto e, como as dez ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) não estavam disponíveis, foi levado ao hospital de ônibus. Câmeras de segurança registraram a movimentação no terminal.

Segundo o chefe de segurança dos terminais urbanos de Londrina, Dejalma Antonio Santos, como o Samu informou que não tinha ambulâncias e o Corpo de Bombeiros disse que esse tipo de caso quem atende era o Samu, ou seja, também não mandaria ambulância, a decisão foi levar o segurança de ônibus. Os passageiros foram retirados e o veículo seguiu para o hospital da Zona Norte.

“Chegando ao terminal Ouro Verde, colocamos ele no chão e iniciamos o atendimento. Ele reclamava que as dores eram muito fortes no peito. O Samu disse que não tinha ambulância disponível naquele momento, o Siate disse que não ia. Continuei aguardando, falei com o médico, passei novamente a situação, pedi prioridade, aguardei mais uns 15 ou 20 minutos. Como ninguém apareceu, falei com o fiscal da empresa, que autorizou o uso do veículo para levar o segurança até uma unidade de saúde”, explicou o chefe dos seguranças.

O segurança Fábio Júnior passou por exames no hospital e foi constatado que ele não infartou, mas teve uma dor no peito muito forte causada pela estreitamento das artérias que conduzem o sangue ao coração. Após a realização de exames, e descartado o infarto, ele recebeu alta do hospital na manhã desta quarta-feira (25).

Por telefone, Fábio Júnior contou como tudo aconteceu.

“De repente, deu uma dor muito forte no meu peito, faltou um pouco de ar e fui tomar um copo de água. A dor começou a apertar mais, foi quando liguei para o meu chefe e ele prontamente foi até o terminal onde estava. Ele prestou os primeiros atendimentos logo que chegou, a dor era muito forte. Cada momento que dava aquela pontada, pensava que estava indo. Graças a Deus, estou vivo”, disse.

Por meio de nota, a empresa TCGL disse que o objetivo foiatender o mais rápido possível a pessoa que necessitava de socorro médico. A empresa adotou essa medida já que não havia disponibilidade de atendimento pelo serviço especializado.

G1PR


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