Caso Tatiane Spitzner: MP pede que Luis Felipe Manvailer vá a júri popular

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Luis Felipe Manvailer é réu no processo acusado de matar a esposa — Foto: Reprodução/RPC

Manvailer é réu no processo; promotores também pediram a manutenção da prisão preventiva dele.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu que Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a própria esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava, na região central do Paraná, vá a júri popular. Os promotores também pediram a manutenção da prisão preventiva dele.

Os pedidos constam no documento de alegações finais, que foi anexado ao processo que investiga a morte, na tarde desta segunda-feira (22).

Manvailer é réu no processo por homicídio qualificado, cárcere privado e fraude processual. O caso ocorreu em julho do ano passado.

O MP afirma que um laudo de um exame feito no local da morte deixa claro que Manvailer modificou o local do crime.

“Assim, denota-se que o réu inovou artificiosamente os vestígios do crime e o estado de lugar das coisas, a fim de induzir a erro o juízo ou o perito”, disseram os promotores.

Ainda conforme o MP, o réu impediu, mediante violência, que Tatiane se afastasse dele, restringindo a liberdade de locomoção dela, e que isso ficou comprovado nas imagens das câmeras de segurança.

“Cumpre mencionar, também, que vizinhos relataram que ouviram pedidos de socorro da vítima quando ela ainda estava dentro do apartamento, o que demonstra, mais uma vez, que a vítima foi mantida encarcerada pelo réu”, reforçaram os promotores.

Manvailer nega as acusações

Ao ser interrogado pela Justiça, no dia 21 de março, Manvailer voltou a negar que matou Tatiane. Ele optou por não responder às perguntas previstas para o interrogatório, mas fez uma breve declaração.

O acusado relatou que a família da advogada influenciou algumas testemunhas. Para Luis Felipe, as testemunhas que foram influenciadas disseram na delegacia que ouviram Tatiane gritando durante a queda e que mudaram o depoimento nas audiências.

Uma vizinha disse à Justiça que ouviu Tatiane gritando durante a queda. Outros vizinhos, que foram ouvidos pela Justiça, disseram ter ouvido a discussão. Um casal relatou ter escutado Tatiane pedindo socorro e depois um barulho forte.

Após a declaração, a juíza Paola Mancini ainda tentou fazer perguntas, mas o réu disse que ficaria em silêncio. A juíza, então, passou a palavra para advogados de defesa e acusação, mas Luis Felipe se manteve calado e a audiência foi encerrada.

Relembre o caso

A advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho de 2018 no apartamento em que o casal morava em Guarapuava. Manvailer é acusado pelo Ministério Público de ter matado Tatiane por asfixia.

Na madrugada da morte da advogada, a Polícia Militar (PM) recebeu um chamado de que uma mulher teria saltado ou sido jogada de um prédio e caído na calçada. Ao chegar no local, testemunhas relataram que um homem teria carregado o corpo para dentro do prédio. Rastros de sangue foram encontrado na calçada.

Na sequência, a PM encontrou o corpo da advogada dentro do apartamento. A equipe chegou a solicitar por socorro. Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local constaram que Tatiane já estava morta, conforme o Boletim de Ocorrências (B.O.).

Segundo o MP-PR, o marido matou a mulher por esganadura. Na sequência, ele jogou o corpo dela pela sacada do prédio onde morava, recolheu o corpo e o levou de volta para o apartamento, conforme a denúncia.

O réu foi preso horas depois ao se envolver em um acidente na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

G1PR




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