Quatro meses depois, homem atropelado por motorista de aplicativo presta depoimento

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Jean Ricardo Martins Cavalli foi atropelado perto de casa, em dezembro

Quatro meses depois, o homem atropelado por um motorista de aplicativo na Rua Antônio Escorsin, no bairro São Braz, prestou depoimento ao 12° Distrito Policial de Curitiba. Sem recordações do acidente, Jean Ricardo Martins Cavalli apenas relatou que se lembra de chamar o veículo pelo aplicativo na festa realizada na sede social do Paraná Clube, na Avenida Presidente Kennedy.  Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (17), a delegada Aline Manzatto disse que o depoimento é mais um elemento do inquérito e que Rafael Antonicomi da Silva será indiciado por tentativa de homicídio na próxima semana.

De acordo com a delegada do 12° DP, a vítima chegou a perder a voz após o acidente, o que impossibilitou o depoimento antes. “Foram várias lesões provocadas pelo atropelamento e parte do crânio chegou a ser retirada para uma cirurgia. Mais recentemente, ele pôde voltar para algumas atividades normais, mas ficou com várias sequelas, como no braço direito que está praticamente paralisado. Como perdeu a memória, o que sabe do acidente foi mostrado depois”, explicou Aline Manzatto.

Segundo a delegada, essa perda de memória reforça a importância do depoimento da esposa dele e, principalmente, das imagens captadas por câmeras de segurança. “As imagens são muito claras e mostram que o atropelamento foi proposital. Então, o acusado será indiciado por tentativa de homicídio doloso. O inquérito deve ser concluído na semana que vem para a apreciação do Ministério Público”, concluiu a delegada.

O inquérito chegou a ser enviado ao Ministério Público no início do ano, mas como ainda restavam elementos a serem incluídos, o documento foi devolvido ao 12° DP.

Defesa

Para o advogado Igor José Ogar, que é responsável pela defesa no caso, Rafael não teve intenção de atropelar Jean. “Não tenho dúvidas que não houve dolo algum do Rafael em oferecer qualquer tipo de risco. Os vídeos são claros em mostrar que o Rafael entra pela tangente esquerda e quem enfrenta o veículo a pé, dando vários passos em direção à trajetória, é o Jean. No choque, a suposta vítima chega a virar de costas ou dá um pulinho para que o acidente fosse atenuado em um momento em que meu cliente buscava a reparação dos danos causados ao veículo com chutes”, afirmou.

Diante dos fatos, Ogar acredita que Rafael deve responder por uma ocorrência de trânsito. “O MP ainda não está convencido para oferecer a denúncia em razão de tentativa de homicídio e acreditamos que teremos a capitulação jurídica de um acidente de trânsito, decorrente de lesão corporal culposa”, disse.

Atropelamento

O atropelamento aconteceu em 9 de dezembro de 2018. Segundo a irmã da vítima, Karin Martins Cavalli, toda a situação teve início durante o trajeto de Jean e da esposa até em casa. “No carro, o meu irmão vomitou no veículo, porque estava embriagado. Nisso, o motorista pediu R$ 200 para que ele pagasse a limpeza, mas Jean não concordou, e os dois começaram a discutir”, relatou.

BAndaB


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