Com equipes multidisciplinares, modelo organiza o cuidado desde a atenção básica até o acompanhamento domiciliar.
A Estratégia de Saúde da Família é um dos principais pilares da organização da rede municipal de saúde, estruturada a partir da atenção primária, das unidades básicas distribuídas nos bairros e dos serviços de urgência e emergência. Com cobertura superior a 118% e ampliação do acompanhamento nas comunidades, o modelo atua por meio de equipes multidisciplinares em ações contínuas de cuidado, prevenção e monitoramento dos moradores.
Atualmente, o município conta com 12 equipes de Saúde da Família, formadas por profissionais de diferentes áreas, como agentes comunitários de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e dentistas. Essa composição permite um atendimento mais completo, olhando o paciente de forma integral.
Essas equipes atuam diretamente nos territórios, criando vínculos com as famílias e acompanhando de perto a realidade de cada comunidade. Um dos principais diferenciais desse modelo é a territorialização, que consiste no mapeamento das áreas atendidas. A partir desse processo, as equipes identificam quem são os moradores, suas condições de saúde, principais necessidades e situações de risco. Isso permite planejar ações mais eficazes e direcionar o atendimento de forma organizada e estratégica.
Dentro dessa lógica, o atendimento domiciliar tem papel fundamental. Ele é realizado principalmente para pessoas com dificuldade de locomoção, idosos, pacientes acamados ou com doenças crônicas que necessitam de acompanhamento frequente. Durante as visitas, os profissionais avaliam o estado de saúde do paciente, orientam familiares e cuidadores, realizam procedimentos quando necessário e garantem a continuidade do tratamento fora da unidade de saúde.
Os agentes comunitários de saúde são peças-chave nesse processo, pois fazem a ligação entre a equipe e a população, visitando regularmente as residências, atualizando informações e identificando precocemente possíveis problemas de saúde.
“O trabalho começa com os agentes comunitários, que estão no dia a dia das comunidades. Eles identificam quem precisa de atendimento, acompanham as famílias e encaminham essas demandas para a equipe. A partir disso, conseguimos organizar os atendimentos, priorizar os casos mais urgentes e, quando necessário, realizar as visitas domiciliares para garantir que o paciente receba o cuidado adequado”, explica o médico Dr. Victor Plaça Rodrigues.

Para quem recebe esse tipo de atendimento, o impacto é direto na qualidade de vida. “Para nós, esses atendimentos são essenciais. Fica muito difícil levar ela até a unidade de saúde, porque ela é pesada e tem dificuldade de locomoção. Então, quando a equipe vem até a nossa casa, ajuda muito e faz toda a diferença no cuidado”, relata a Sra. Nadir, cuidadora de uma paciente acompanhada pela equipe.
Em 2025, os dados indicaram a organização da rede municipal de saúde a partir da atenção primária, das unidades básicas distribuídas nos bairros e dos serviços de urgência e emergência. A cobertura da atenção primária chegou a 118,73%, ampliando o acompanhamento de moradores nas comunidades.
Com atuação próxima da população, planejamento territorial e acompanhamento contínuo, a Estratégia de Saúde da Família reforça o papel da atenção primária como porta de entrada do sistema e base para um cuidado mais humano, preventivo e eficiente.
Fotos: Clovis Santos
