Sindicatos e empresa fecham proposta, e fim da greve do transporte depende de assembleia de trabalhadores

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Motoristas e cobradores do transporte coletivo de entraram em greve na quinta-feira (4) — Foto: Victor Hugo Bittencourt/RPC

Os sindicatos – das empresas e dos trabalhadores – e a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), empresa responsável pela operação de 85% das linhas de ônibus de Londrina, no norte do Paraná, fecharam, na tarde desta sexta-feira (5), uma proposta de acordo que pode pôr fim à greve.

No entanto, o fim da paralisação depende de uma assembleia dos trabalhadores, que deve ser realizada ainda nesta sexta. A greve de motoristas e cobradores da TCGL começou na manhã de quinta-feira (4) e causou transtorno para usuários.

A proposta foi elaborada durante uma audiência de conciliação na na 2ª Vara da Justiça do Trabalho, da qual participaram o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipais (Metrolon) e a TCGL.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) também acompanhou a audiência.

A audiência começou às 9h terminou por volta das 15h45 desta sexta.

Na saída da audiência, a TCGL informou os pontos da proposta do acordo:

  • manutenção do pagamento de Programa de Participação de Resultados (PPR), em abril e julho;
  • manutenção dos 4% de reajuste pagos em abono até julho;
  • depois disso desse prazo, se houver novo contrato (emergencial ou da licitação) fica incorporado.

Na saída da Justiça, o Sinttrol não quis comentar os detalhes da proposta, disse apenas que depende da assembleia para aprovação.

A greve

A TCGL tem 1,4 mil funcionários e é responsável pela maioria das linhas de ônibus que opera em Londrina.

De acordo com o Sinttrol, a empresa se recusou a assinar um acordo coletivo que previa reposição de 4% nos salários e pagamento de um abono de PPR.

G1PR

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