Morte por febre amarela em Morretes evidencia importância da vacina, alerta secretária

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Secretaria de Estado da Saúde confirmou morte de homem em Morretes, mas preocupação aumenta porque ele teria vindo a Paranaguá dias antes de ir a óbito.

A Secretaria Estadual da Saúde (SESA) divulgou novo boletim epidemiológico com relação à febre amarela, nesta quinta-feira (7), no qual confirma a primeira morte por febre amarela no Paraná. O paciente era um homem de 64 anos, que trabalhava na zona rural da vizinha cidade de Morretes, e faleceu num hospital em Curitiba, após ser transferido por helicóptero. A preocupação aumenta, de acordo com a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro, porque o paciente teria vindo a Paranaguá alguns dias antes de ir a óbito. O local provável da infecção está sendo investigado pelo Governo do Estado. 

“Essa morte evidencia a importância da vacina, que é a única medida para se proteger contra a febre amarela. Já tivemos caso confirmado em Antonina, agora outro caso, que infelizmente acabou com óbito em Morretes. Quer dizer, essa doença está muito próxima de nossa cidade e temos que tomar a principal medida que é se vacinar”, conclamou a secretária Lígia, que conversou com o prefeito Marcelo Roque nesta quinta-feira para definir novas estratégias para conseguir vacinar a população de Paranaguá. 

Dados do Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde apontam que de 28 de janeiro até o dia 1.º de março foram vacinadas 13.422 pessoas em Paranaguá contra a febre amarela. Até 2015 não havia registro junto ao Ministério de Saúde de aplicações deste tipo de dose, o que impede saber o percentual da população que está imunizada. Por este motivo desde janeiro agentes comunitários de saúde estão fazendo a busca ativa, de casa em casa, de pessoas que ainda não se vacinaram. 

Assim que a Secretaria de Estado da Saúde fez o alerta para que os municípios do litoral começassem a vacinar maciçamente a população contra a febre amarela as doses ficaram disponíveis em todas as unidades. Antes, elas eram oferecidas, como rotina, apenas uma vez por semana nos postos e, diariamente, somente na Gabriel de Lara. “Por determinação do prefeito Marcelo Roque também disponibilizamos as doses nas 7 unidades que funcionam com horário estendido, das 18h às 23h: Alexandra, Serraria do Rocha, Vila Garcia, Jardim Iguaçu, Gabriel de Lara, Ilha dos Valadares e Vila Divinéia. Ou seja, facilitamos a vida principalmente daquelas pessoas que trabalham o dia inteiro e não tempo para ir ao posto se vacinar. Por este motivo não fizemos vacinação aos finais de semana. Nenhum outro município oferece vacina à noite”, justifica a secretária. 

Houve esforço também para vacinar pessoas que residem em áreas rurais, como Alexandra e colônias. Nos últimos dias uma equipe itinerante do Estratégia Saúde da Família também percorreu as comunidades marítimas de São Miguel,Teixeira e Europinha,onde na última sexta-feira, dia 1.º, foi encontrado macaco morto, que está sob investigação. Nesta quinta-feira (7) as localidades beneficiadas com vacina foram Eufrasina, Piaçaguera, Amparo e Ponta de Ubá.

A febre amarela na forma silvestre vem sendo registrada até agora. Isso porque a transmissão se dá por mosquito de duas espécies, que estão presentes em região de mata. No entanto, a preocupação é que uma pessoa contaminada seja picada pelo Aedes Aegypti (encontrado somente em áreas urbanas). “Neste caso, ele passaria a transmitir a febre amarela urbana, o que poderia representar um caos, porque temos o registro de infestação em praticamente todos os cantos de nossa cidade. Por isso é importante evitar criadouros em nossas casas e espaços públicos”, alerta a secretária Lígia Regina.

ORIENTAÇÕES

A imunização contra a febre amarela se dá 10 dias após a aplicação da vacina. Por isso é importante o uso de repelente contra insetos, usar roupas com mangas, calças compridas. Vale lembrar que a vacina é recomendada para quem tem entre 9 meses e 59 anos. Pessoas acima dessa idade, gestantes, lactentes e portadores de doenças crônicas devem procurar orientação médica e apresentar receita para poder receber a dose.

Fonte: Assessoria

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