Uma jovem morreu após ser levada por amigos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do balneário Praia Grande, em Matinhos, na manhã de sábado. O caso mobilizou equipes de segurança e saúde e passou a ser investigado pela Polícia Civil diante de indícios considerados atípicos pelas autoridades.
De acordo com o registro da ocorrência, por volta das 7h, profissionais da unidade acionaram a Guarda Municipal após a confirmação do óbito, que gerou tumulto no local. A equipe médica relatou que a jovem foi levada até a UPA por cinco pessoas, já sem sinais vitais aparentes.
Segundo a enfermeira de plantão, a vítima chegou cianótica, com o corpo molhado, coberto de areia e sem roupas íntimas. Os profissionais iniciaram imediatamente manobras de reanimação, mas, às 6h41, constataram sinais de rigidez cadavérica, o que levou à interrupção dos procedimentos.
Em depoimento, os acompanhantes afirmaram que conheceram a jovem há poucos dias por meio das redes sociais e que haviam combinado uma viagem do interior da Região Metropolitana de Curitiba até o litoral. Durante o trajeto, ainda conforme o relato, a jovem teria apresentado comportamento alterado, descrito como um possível surto, sendo contida pelo grupo.
Já em Matinhos, nas proximidades de uma lanchonete na região da Praia Grande, parte dos ocupantes desceu até a faixa de areia, enquanto a jovem permaneceu dentro do veículo com dois integrantes do grupo. Momentos depois, uma das acompanhantes percebeu algo incomum e encontrou a vítima com o rosto arroxeado.
Ainda segundo o relato, houve tentativa de reanimação no local, sem sucesso. Na sequência, a jovem foi levada até a UPA. Uma das pessoas tentou buscar apoio próximo a uma base do Corpo de Bombeiros, mas, sem atendimento imediato, recorreu a um morador, que indicou o caminho até a unidade de saúde.
Com a chegada da Guarda Municipal, a Polícia Civil foi acionada e enviou um agente para ouvir os envolvidos e iniciar as apurações. O boletim de ocorrência foi registrado como “morte a apurar”, com indícios de crime, e inclui atendimento de local de morte.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades surgiu horas depois. Ao tentar localizar familiares da vítima, o agente responsável foi informado de que o nome apresentado inicialmente poderia não ser o verdadeiro, levantando a hipótese de uso de documento de terceiros.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte, a dinâmica dos fatos e a possível falsidade de identidade. Exames periciais devem auxiliar na determinação da causa da morte.
