A Marcha da Maconha reuniu centenas de manifestantes no Centro de Curitiba, neste domingo (14), em um ato marcado por bandeiras políticas e sociais. A concentração começou por volta das 14h20, na Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações na capital paranaense.
Os participantes pediram a ampliação do acesso à cannabis medicinal, o fim da guerra às drogas e denunciaram a violência associada à política proibicionista. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes defenderam mudanças na legislação e a substituição da repressão por políticas públicas de saúde, inclusão social e direitos humanos.
Entre os presentes estavam os deputados estaduais Goura (PDT) e Renato Freitas (PT), que caminharam ao lado de ativistas e apoiadores da causa. Goura ressaltou a importância de avanços como a Lei Pétala, aprovada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que ampliou as possibilidades de tratamento com cannabis medicinal no estado. “Ainda há muito a ser feito para democratizar o acesso e garantir que a ciência oriente a legislação”, afirmou.
Já Renato Freitas destacou que a atual política de drogas tem sido instrumento de repressão e violência, sobretudo contra jovens e populações periféricas. Para o parlamentar, é necessário encarar o tema como uma questão de direitos humanos. “O proibicionismo fracassou. Precisamos de uma política baseada na saúde, na liberdade e na reparação histórica de quem mais sofreu com a criminalização”, declarou.
O evento, realizado anualmente em várias cidades do Brasil, tem como objetivo pressionar autoridades pela regulamentação do uso medicinal e industrial da cannabis e por uma nova abordagem à política de drogas.
Redação
