O grupo criminoso apontado por enviar cocaína por contêineres do Brasil para a Europa investia os recursos da lavagem de dinheiro em imóveis no setor imobiliário de alto padrão no litoral de Santa Catarina. A informação foi divulgada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (4), após a deflagração de uma operação contra os investigados.
Segundo o delegado Eduardo Verza, durante as investigações foi constatado que traficantes ocultavam dissimulavam os ganhos do narcotráfico nesse setor com a ajuda e conivência de empresas de Santa Catarina. Esses estabelecimentos foram alvos da ação desta quinta.
“Essas lideranças estavam custeando a aquisição de apartamentos de alto padrão e também financiando construções, empreendimentos imobiliários no litoral de Santa Catarina”, afirmou o investigador.
Ao todo, a operação Downfall cumpre 35 mandados em Santa Catarina, nas cidades de Balneário Camboriú, Itajai, Itapema, Joinvile, Penha, Porto Belo, São Francisco do Sul e Tijucas.
As ações ocorrem também no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo.
Também foram decretadas medidas patrimoniais de sequestro de imóveis de luxo, bloqueio de bens e valores e aplicações financeiras em um valor estimado em mais de R$ 1 bilhão.
Segundo a Polícia Federal o grupo usava principalmente o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, para levar as drogas até os destinos. Além de ocultar as cargas ilícitas dentro dos contêineres com outros produtos, os suspeitos teriam usado mergulhadores para colocar a droga embaixo dos navios.
Além da Polícia Federal, participam da ação a Polícia Civil do Paraná e a Receita Federal. Até às 8h15, não havia informações detalhadas sobre em quais cidades os mandados são cumpridos.
Outros crimes
Além da lavagem de dinheiro, o grupo alvo da ação desta quinta também é apontado pela PF por usar o lucro da droga para ampliar a estrutura logística do grupo, adquirindo aeronaves, barcos e empresas, além de armas.
“Alguns dos seus integrantes também estão envolvidos com outras práticas criminosas, como homicídios e o tráfico de armas de fogo, munições e acessórios, que também eram fornecidas para subsidiar a guerra entre facções criminosas no litoral paranaense e impor o domínio territorial naquela região”, informou a PF.
G1PR
