terça-feira, abril 16, 2024

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Lei seca nacional e controle de armas: o apelo de servidores e mesários com temor de violência nas eleições

Servidores da Justiça Eleitoral estão preparando uma carta a ser enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo providências para que a segurança deles e de mesários seja resguardada nesta eleição, em meio a notícias falsas e a declarações do presidente Jair Bolsonaro colocando em dúvida a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Entre as principais demandas dos servidores, está o controle para garantir que pessoas armadas não entrem nos locais de votação e a volta de uma lei seca nacional que proíba a venda e o consumo de álcool nos dias de votação, em 2 e 30 de outubro.

O documento, assinado pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), entidade que representa, entre outras categorias, servidores da Justiça Eleitoral nacionalmente, deve ser enviado ao TSE até esta sexta-feira (5/8), mas a coordenadora executiva da federação, Fernanda Lauria, adiantou o conteúdo à BBC News Brasil.

De acordo com ela, o ofício a ser enviado ao tribunal é fruto de um encontro nacional ocorrido em julho em Brasília, que teve representantes de 16 Estados — o Encontro Nacional das Servidoras e Servidores da Justiça Eleitoral (Eneje).

“Normalmente, nesses encontros são tratadas questões de estrutura das eleições, das dificuldades de se organizar as eleições em um país com dimensão continental. Mas a tônica nos debates desse ano foi a segurança nas eleições”, disse Lauria à reportagem. “É uma preocupação muito real, e tem muito motivo. O servidor nas zonas eleitorais é quem está na ponta. São os servidores que lidam com as urnas.”

BBC

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