quarta-feira, abril 22, 2026

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Crocheteiras voluntárias do litoral paranaense distribuem polvos de crochê para acalmar bebês

Um grupo formado por cinco mulheres voluntárias no litoral paranaense leva conforto e acolhimento às UTIs neonatais e hospitais da região. O trabalho começou em fevereiro deste ano, quando a pescadora e capelã Karin Cristina Geis viu uma matéria a respeito dos benefícios que os polvinhos de crochê poderiam trazer aos bebês prematuros.  

Karin é mãe de gêmeos autistas, hoje com 17 anos, ela conta que os filhos nasceram de 8 meses e ficaram 11 dias na UTI neonatal. “Naquela época não existia o polvinho, os bebês ficavam bastante agitados dentro da incubadora, isso atrapalha o desenvolvimento deles, então as enfermeiras enchiam as luvas com ar e deixavam com os bebezinhos”.  

No início do ano a capelã conheceu a história dos polvinhos de crochê e conversando com uma amiga que também é mãe de um autista decidiram criar o projeto que logo ganhou apoiadores. Depois dos polvinhos vieram os polvos carinhas para as crianças especiais, lacinhos para o outubro rosa e setembro amarelo, mamas de crochê em incentivo ao aleitamento materno, além de toucas, luvas e sapatinhos que são entregues em Pontal do Paraná, Paranaguá e Matinhos. 

Foi a produção dos polvinhos carinhas, que proporcionou a Karin um convite para levar a UFA – União de Famílias pelo Autismo de Paranaguá para Pontal do Paraná. Rosimeri Aparecida Miguel Alves, uma das voluntárias do Projeto Octo Litoral e moradora de Paranaguá foi a responsável pelo convite. 

Rosimeri Aparecida Miguel Alves é uma das artesãs voluntárias que desde o início acreditou no projeto, “sou eu quem faço as entregas na regional de Paranaguá com o apoio da vereadora Vandeci, também temos o apoio de alguns comerciantes de Pontal do Paraná e da Prefeitura”, contou a artesã.  

Quanto aos benefícios dos polvinhos, Rosimeri explica que uma pesquisa na Dinamarca comprovou que os bebezinhos se acalmam com os tentáculos dos polvinhos e a recuperação é mais rápida. 

“O polvinho tem vários, braços, para abraçar o bebê, os tentáculos são macios e ideais para serem agarrados, evitando que o bebê puxe os fios e sondas, já o corpinho ajuda no posicionamento do bebê na incubadora, funcionando de maneira semelhante aos rolinhos de posição e reduzindo o tempo de fisioterapia e as diferentes cores ajudam no desenvolvimento da visão do prematuro, transmite calma, proteção e amor ao recém-nascido e consequentemente a sua família”, completou Rosimeri.

Projeto Octo Litoral faz sucesso e expande atividades

O projeto começou há 8 meses com a proposta de levar os polvinhos nas UTIs neonatal do litoral paranaense e fez tanto sucesso que já expandiu as atividades.

A fundadora do projeto, Karin Geis, destacou ainda que, “com o tempo começamos a observar as mãezinhas e entendemos que é importante não só cuidar dos bebês, mas também olhar para a questão do aleitamento materno e acalmar o coração dessas mães que acompanham seus bebezinhos na UTI”.

A partir daí o grupo iniciou o trabalho com os mini chaveiros de mama que são entregues pela assistente social que realiza palestras nos hospitais falando da importância do aleitamento materno. 

A vereadora da cidade de Paranaguá, Vandecy Dutra, é uma das incentivadoras do projeto e explica sua relação com as voluntárias.

“Conhecemos a Rosimeri e a Karen a pouco tempo, elas foram até o gabinete apresentar o projeto, eu me apaixonei pela ideia. Conhecemos também o polvo das emoções, um brinquedo muito útil para crianças pequenas para ajudá-las mostrar o estado de ânimo, quando ainda é difícil usar as palavras para identificar as emoções, pensado também para crianças com dificuldade de se expressar e se comunicar, bem como para aquelas que apresentam algum transtorno, como o autismo, o déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou Asperger”, explicou a vereadora. 

Vandeci conta que decidiu apoiar o projeto pela nobre proposta de ajudar recém-nascidos prematuros e crianças especiais, “ajudamos na divulgação do projeto, apresentamos para outros meios de comunicação da cidade, é um projeto simples que traz muitos benefícios para as nossas crianças”, ressaltou Vandeci.

As voluntárias comemoram o sucesso do projeto e contam que já tem grandes planos para o próximo ano. Quem quiser contribuir pode doar materiais ou se candidatar para trabalhar como voluntária na produção das peças de crochet, basta entrar em contato nas redes sociais do Projeto Octo Litoral e enviar uma mensagem.

*Karina Mancini

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