Fabrizzio Machado foi morto em 2017; um réu foi absolvido e dois foram condenados, enquanto o acusado de ser o mandante do crime foi retirado do julgamento.
Dois acusados de envolvimento no assassinato do empresário e fiscal de postos de combustíveis Fabrizzio Machado da Silva foram condenados em júri popular por homicídio duplamente qualificado. Um dos réus foi absolvido das acusações.
O julgamento no Tribunal do Júri de Curitiba começou na quinta-feira (12), após quatro anos e cinco meses do crime, e terminou na madrugada desta sexta-feira (13). Veja, mais abaixo, a sentença determinada a cada réu.
Durante o júri, o empresário do setor de combustíveis Onildo Chaves de Córdova, de 39 anos, apontado como mandante do crime, que também estava entre os acusados, teve o pedido da defesa atendido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi retirado do julgamento.
A defesa de Onildo havia entrado com recurso no STJ pedindo que ele fosse julgado separadamente dos outros acusados porque, segundo os advogados, havia recursos pendentes em cortes superiores em relação a ele.
Os advogados também alegaram que as teses defensivas dos outros acusados eram conflitantes e que isso prejudicaria o direito de defesa do empresário.
Fabrizzio foi morto a tiros em 2017, aos 34 anos, quando chegava em casa, em Curitiba. À época, a vítima presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC).

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Acusados de matar Fabrizzio da Silva são julgados
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a vítima investigava fraudes em postos de combustíveis. A investigação da Polícia Civil apontou que o assassinato teve relação com a atividade de fiscalização que a vítima realizava.
Veja, abaixo, a sentença determinada a cada acusado:
- Patríck Jurczyszyn Leandro, 34 anos: foi acusado por ter feito os disparos contra a vítima e foi condenado a 30 anos de prisão.
- Matheus Willian Guedes, de 23 anos: acusado de participar do plano de execução do empresário e foi condenado a 23 anos de prisão.
- Jefferson Rocha, 38 anos: acusado de participar do plano de execução, mas foi absolvido.
O advogado de Matheus Guedes nega que ele seja um dos autores do crime e afirma que não há provas que o coloquem na cena dos acontecimentos.
A defesa de Patrick Leandro espera que seja restabelecida a verdade dos fatos.
Já o advogado que defende Jeffeson Rocha afirmou que se manifestaria apenas durante o júri.
Entre os acusados, dois já estavam presos. Leandro e Guedes foram levados pelo Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depan) para acompanhar o júri no Tribunal.
Jefferson Rocha sofreu uma tentativa de homicídio e não pôde acompanhar o julgamento.
O empresário Córdova, que acabou sendo retirado do julgamento com a decisão do STJ, responde em liberdade e chegou ao júri acompanhado do advogado.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Fabrizzio foi morto na época em que ajudava uma equipe de jornalistas a fazer uma reportagem sobre a fraude de combustíveis em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Três horas antes de ser assassinado, ele havia feito o último contato com os repórteres.
Conforme a denúncia, Onildo Chaves de Córdova, dono de um posto de combustíveis, encomendou a morte de Fabrizzio. A acusação dizia que Córdova procurou o acusado Jeferson Rocha da Silva, que aderiu ao plano e indicou Patrick Jurczyszyn Leandro para executar o crime.
De acordo com a decisão, Leandro recebeu a oferta de aproximadamente R$ 20 mil para matar a vítima.
O quarto acusado foi Matheus Willian Marcondes Guedes que, conforme o MP-PR, dirigiu o carro usado no dia do crime.
Leandro e Guedes foram até as proximidades da casa do empresário e, quando ele chegava em casa de carro, por volta das 22h, os dois bateram na traseira do veículo da vítima, conforme a investigação.
Ao sair do veículo, para ver o que tinha acontecido, Fabrizzio foi atingido por tiros disparados por Leandro, sem chance de defesa. Uma câmera de segurança registrou o momento do crime.
Em seguida, os dois acusados fugiram do local. No dia seguinte, o carro usado por eles foi encontrado queimado na Região Metropolitana de Curitiba.
Dois dias depois da morte de Fabrizzio, em 25 de março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Pane Seca, que fechou nove postos de combustíveis em Curitiba e na Região Metropolitana e prendeu seis pessoas.
Um dos postos alvos da operação pertence a Córdova, acusado de ser o mandante do assassinato.
G1PR
