terça-feira, junho 16, 2026

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Natália Schmitz, moradora de Pontal do Paraná recebe Prêmio de Honra em Educação e Ciências

Filha de mãe solo, Natália Schmitz, 19 anos, é catarinense e há 7 anos vive em Pontal do Paraná com a mãe, o irmão e o padrasto. Estudante do último ano, do curso técnico em Meio Ambiente pelo IFPR (Instituto Federal do Paraná) – Campus Paranaguá, a jovem pretende cursar Ciências Biológicas e seguir carreira como pesquisadora.  

A jovem, que se identifica com as áreas de ciências biológicas e sociais, participa com frequência de semanas e feiras de inovações, apresentando projetos nas áreas. “Sou apaixonada por ciência e educação, por isso me interesso tanto em participar de projetos. ” Conta Natália.

Com o projeto “The Handmaid’s Tale: Um Disfemismo Da Sociedade Brasileira”, a estudante é destaque na Feira Brasileira De Jovens Cientistas. A jovem destaca que as oportunidades oferecidas pelo IFPR fazem toda a diferença. “O IF nos dá muitas oportunidades para iniciar a carreira científica e isso me ajudou muito. Em 2019, entrei para o Clube da Biologia da instituição e com isso consegui participar da Semana de Ensino, Extensão, Pesquisa e Inovação do Litoral (SEME²PI), levamos uma oficina para São Francisco do Sul (SC). ”

Natália participou da Feira Brasileira de Jovens Cientistas e recebeu o Prêmio de Honra em Educação e Ciências pela embaixada dos EUA no Brasil (ganhou um notebook), recebeu também o Prêmio Destaque em Apresentação e o 3º lugar em Ciências Humanas.

The Handmaid’s Tale é uma série estadunidense baseada no livro da autora Margaret Atwood, que apresenta uma narrativa distópica de uma sociedade totalitária. Em seu enredo há passagens de opressão contra mulheres e homossexuais que desempenham determinadas funções e, quando desobedecem, recebem pena de morte ou escravidão.

Com o projeto “The Handmaid’s Tale: Um Disfemismo Da Sociedade Brasileira”, Natália buscou promover uma discussão acerca deste cenário, indagando se a opressão e a discriminação que ocorre em The Handmaid’s Tale são apresentados como uma distopia utópica, ou se tais elementos possuem relação com a sociedade brasileira.

Natália acredita que as mulheres sempre foram cientistas, sempre estiveram nesse meio, mas só agora e aos poucos estão ganhando a devida visibilidade e reconhecimento. Parabéns, Natália, por acreditar na educação e na ciência e por lutar pelo reconhecimento das mulheres nesses espaços! Que sua história inspire mais jovens a ingressarem no mundo das ciências. 

Por Karina Mancini/Redação

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