É bastante provável que você já tenha reparado em uma pequena cicatriz que a maioria das pessoas tem no braço direito. Essa cicatriz é a prova que ao nascer, ou em algum outro momento, você recebeu uma dose da vacina BCG.
A BCG é indicada para prevenir formas graves da tuberculose, atualmente o esquema de vacinação corresponde à dose única o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. Se após seis meses não houver cicatriz, a criança deve ser revacinada apenas uma vez, mesmo que não apresente cicatriz novamente.
Essa marca é proveniente de um processo inflamatório que evolui da seguinte forma:
- após a administração, de 3 a 4 semanas, surge um nódulo (caroço) no local;
- entre 4 a 5 semanas, o nódulo evolui para uma pústula (ferida com pus);
- em seguida, evolui para uma úlcera (ferida aberta) de 4 a 10 mm de diâmetro;
- e, entre 6 a 12 semanas, finalmente, forma-se uma crosta (ferida com casca em processo de cicatrização).
Não é recomendado o uso de curativos, medicamentos e/ou compressas. O único cuidado que se deve ter é manter o local limpo. É assim que a vacina BCG deixa essa marquinha no seu braço!
Escrito por: Laura Ferraz dos Santos, Enfermeira e Teleconsultora do TelessaúdeRS/UFRGS, especializada em Saúde da Família na modalidade residência multiprofissional pela UNIJUI, graduada em Enfermagem pela UNISC.
Ilustração de Carolyne Cabral, Equipe de Comunicação do TelessaúdeRS/UFRGS
Revisão: Natan Katz, Médico de Família e Comunidade e Gerente de Regulação e Teleconsultoria do TelessaúdeRS/UFRGS, e Lígia Burigo, Médica de Família e Comunidade e Teleconsultora do TelessaúdeRS/UFRGS
Referências
1- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
2- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
