Sem data definida para retorno, comitê é criado no Paraná para discutir como aulas presenciais poderão ser retomadas

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Comitê é composto por representantes de escolas e universidades públicas e privadas. Estado analisa metodologias educacionais utilizadas por outros países pós pandemia do novo coronavírus.

O governo estadual criou um comitê com representantes de escolas públicas e privadas, professores, pais e alunos para definir como será o retorno das aulas no Paraná. Ainda não há definição de data, isso dependerá de uma avaliação de equipes da Saúde.

O estado afirma que as aulas presenciais só retornarão quando não houver mais risco de contaminação pelo novo coronavírus.

“Esse comitê não vai discutir quando as aulas serão retomadas, mas como será esse retorno. Não temos uma data prevista para o retorno, ainda é uma decisão precoce. O calendário nos preocupa, mas queremos fazer isso de forma segura e equilibrada. Queremos que no retorno das aulas tenhamos um ambiente saudável”, explicou o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

Com reuniões semanais, o comitê da educação vai analisar modelos adotados por países que estão deixando o isolando e retomando as atividades normais.

As aulas no estado foram suspensas no dia 20 de março. O recesso de julho foi adiantado entre os dias 23 de março e 5 de abril.

Lançada na primeira semana de abril, a plataforma Aula Paraná foi uma maneira que a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED) encontrou para não deixar os mais de um milhão de crianças e adolescentes sem aprendizado neste período de pandemia de coronavírus.

São oferecidas videoaulas transmitidas por canais digitais da TV Aberta, inseridas em um canal do Youtube e ainda estão em um aplicativo criado para este momento.

Para o retorno, serão analisados o modelo híbrido, que mistura aulas presenciais com à distância, e o que prevê a redução do número de alunos por turma.

Quanto a segunda possibilidade, assim como as escolas privadas terão que se adaptar, o estado terá que fazer um novo planejamento .

Com a transferência de 9.500 alunos da rede privada para a pública nos últimos três meses, o governo afirma que precisa de um novo detalhamento financeiro e educacional.

“Inicialmente, estamos estudando modelos que foram adotados por países que estão em processo de saída. Um deles é o da redução do número de alunos por sala de aula. No caso do estado, como estamos recebendo muitos alunos, vamos ter que fazer um grande planejamento, isso impacta no orçamento e no custo. Toda essa dinâmica está sendo construída pelos técnicos da educação e da saúde”, disse o chefe da Casa Civil.

Guto Silva afirmou que nesta semana o comitê terá o primeiro desenho de como será a retomada das aulas presenciais nas escolas e universidades.

“ A preocupação do governador é como será o pós-pandemia, como será com a volta das atividades normais, como manter o emprego e renda. Isso é algo novo para todos nós”, concluiu.

G1PR

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