Proprietários de oito veículos procuraram a polícia depois de abastecerem etanol no posto e os carros pararem de funcionar. Prisão em flagrante foi realizada nesta quarta-feira (19).
A gerente de um posto de combustíveis de Colorado, no norte do Paraná, foi presa em flagrante suspeita de vender etanol adulterado nesta quarta-feira (19).
De acordo com o delegado Alysson Tinoco, pelo menos oito motoristas procuraram a delegacia informando que abasteceram no posto Alto Alegre, que fica às margens da PR-542, e alguns veículos estragaram, não conseguiram sair do pátio. Outros ficaram pelo caminho e precisaram ser guinchados.
A reportagem não conseguiu localizar as defesas da gerente e do posto de combustíveis.
“A primeira pessoa comprou combustível por volta das 7h50. Assim que abasteceu, o carro teve problema e ficou parado no posto. Essa consumidora foi falar com a gerente e recebeu como resposta que era para procurar os direitos. Mesmo com o problema, o posto continuou vendendo combustível. Todos os veículos que abasteceram tiveram problemas mecânicos”, explicou o delegado.
A Polícia Civil foi ao local e constatou as irregularidades. O indicador de qualidade da bomba estava indiciando que o combustível estava adulterado.
“A gerente tinha conhecimento do combustível que estava vendendo, que estava adulterado, e mesmo assim não suspendeu as vendas”, afirmou o delegado Alysson Tinoco.
A gerente foi presa pelo crime contra a ordem econômica por revender combustível fora do padrão da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP).
Alysson Tinoco explicou que esse crime não cabe fiança e, por este motivo, a mulher deve ser ouvida na delegacia e depois passará por audiência de custódia.
Até as 14h, quatro vítimas já tinham sido ouvidas na delegacia da Polícia Civil. Os motoristas que se sentirem lesados podem procurar a delegacia para denunciar.
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Um dos carros que sofreu uma pane mecânica após abastecer precisou ser guinchado — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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Bomba de combustíveis indicou que etanol estava adulterado — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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Combustível não estava dentro das normas da ANP — Foto: Polícia Civil/Divulgação
G1PR

