A experiência de conhecer o Salto Parati localizado no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange em Guaratuba.
O Litoral paranaense é repleto de possibilidades turísticas. As opções vão muito além de descansar, curtir o sol e caminhar à beira-mar. Quem gosta de curtir a natureza, como eu, pode fazer diversas aventuras em meio à Mata Atlântica, que é preservada em vários pontos do Litoral.
Em outras visitas ao litoral, tive o privilégio de conhecer algumas dessas belezas, e as experiências foram surpreendentes.
No fim de semana passado, estive acompanhando a abertura do Jogos de Aventura e Natureza e não perdi a oportunidade de conhecer um pouco mais a região.
Antes da Abertura dos Jogos, aproveitei a sexta-feira à tarde para conhecer o Salto Parati, que fica localizado no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, em Guaratuba. O Parque tem uma área de preservação ambiental com mais de 24 mil hectares. Algumas espécies que habitam o parque estão ameaçadas de extinção, entre elas estão o papagaio da-cara-roxa e a onça parda.
Para chegar até o Salto Parati é preciso ter espírito aventureiro, pois o acesso é feito primeiramente de barco e depois por uma trilha em meio à Mata Atlântica. Esse tipo de experiência é sempre muito interessante para mim.
Rodrigo Casca, funcionário da empresa que leva os turistas até o salto, me explicou que na baixa temporada os passeios são feitos por agendamento e é preciso ter um número mínimo de participantes. Neste caso, o passeio é feito com uma voadeira e parte do Terminal Turístico Pesqueiro.
No dia que fui fazer o passeio, havia um nevoeiro na Baía de Guaratuba, mas, mesmo assim, partimos para a aventura. Incrivelmente, pouco tempo depois de sairmos, o cenário mudou completamente, dando lugar a um céu azul e um clima gostoso.
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A belíssima paisagem durante a travessia até o Salto Parati. — Foto: Marcio Kubo
Durante o trajeto foi possível avistar as lindíssimas serras que compõem o visual do litoral paranaense, passar por diversos cultivos de ostras, observar os manguezais, entre outras surpresas que a natureza foi proporcionando. O inverno também proporciona a contemplação de paisagens surpreendentes.
O trajeto até o início da trilha, de acordo com Rodrigo, leva no mínimo trinta minutos. O nosso durou mais tempo, pois, como estávamos em um grupo particular, tivemos liberdade para ir mais devagar, fazer algumas paradas para fotos e contemplar detalhes que às vezes podem passar despercebidos em passeio com grupo maior.
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Parada para observar o mangue mais de perto. — Foto: Marcio Kubo
O Rodrigo é nativo da região e conhece muito bem os lugares por quais passamos. Ele demonstrou o quanto é apaixonado pelo que faz e o quanto se sente responsável ao levar os turistas para conhecer o Salto em segurança. Relatou que se sente realizado por poder contemplar as lindas paisagens que sempre percorre. Com certeza, o passeio ficou ainda mais rico com a presença dele.
A caminhada até o Salto Parati tem aproximadamente 2 km e é feita em meio à mata. Logo no início, pudemos observar algumas das casas de 13 famílias que moram por ali. Também passamos por uma ponte de madeira que fica sobre as águas cristalinas do Rio Parati. Valeu a pena parar nela e apreciar a beleza do lugar.
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Ponte de madeira sobre o Rio Parati. — Foto: Marcio Kubo
O restante da trilha tinha algumas inclinações, no entanto não senti muitas dificuldades em percorrê-la, pois sempre estou caminhando por terrenos acidentados e com declives como este. Em trilhas assim, sempre vou com calma e respeito meus limites. O trecho com maior dificuldade foi na parte final, que inclusive tinha algumas cordas fixas às árvores para auxiliar no deslocamento.
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A descida íngreme em direção ao Salto foi um dos pontos de maior dificuldade. — Foto: Marcio Kubo
Em nossa visita, o volume de água estava baixo; mesmo assim, fiquei encantada com o lugar. As águas cristalinas estavam me convidando para um banho refrescante.
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Fiquei encantada com as águas cristalinas da piscina natural do Salto Parati. — Foto: Marcio Kubo
Quando cheguei ao final da trilha, estava com muito calor e desejando um refresco. Mesmo sendo inverno, não tive dúvidas: fui para a água. Não só entrei embaixo da queda d’água e senti minhas energias se renovando, como também mergulhei nas águas transparentes do Rio Parati. Que sensação indescritível! A cada lugar que vou pelo Paraná me apaixono ainda mais pelo Estado.
É claro que a água estava muito gelada, e vencer a sensação desconfortável do frio inicial foi um desafio. Mas, depois da aclimatação, a alegria reinou e a sensação de frio se foi.
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Banho de cachoeira é sempre gelado, mas valeu a pena! — Foto: Marcio Kubo
No dia de minha visita, a piscina natural, que se forma após a queda d’água, tinha alguns pontos bem rasinhos e alguns fundos. Claro que isso depende do volume de água do rio. Portanto, é preciso ter muito cuidado com os riscos de afogamento. O Rodrigo disponibilizou os coletes salva-vidas do barco para usar, se necessário.
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Mesmo com volume de água baixo, o Salto Parati encanta com sua beleza. — Foto: Marcio Kubo
Ao me deslocar andando por dentro do rio, foi preciso ter cuidado para não escorregar ou machucar os pés. Durante todo o tempo, o Rodrigo foi me orientando por onde poderia nadar ou pisar. Isso foi essencial para me manter em segurança.
Gostaria de ter tido mais tempo para continuar curtindo a beleza desse lugar que proporcionou uma energia incrível, mas o dia já estava para terminar, então tivemos que retornar. A experiência foi maravilhosa.
No verão, o passeio é feito com barco maior até certo ponto do trajeto e depois de voadeira. Além disso, as saídas do Terminal Turístico Pesqueiro de Guaratuba acontecem com horário pré-determinado e no valor do passeio já está incluído um almoço típico em uma das propriedades próximas ao Salto Parati.
Como nosso passeio foi no período da tarde, pagamos apenas o serviço de travessia e de condução até o local.
Algumas dicas para quem quiser fazer esse passeio:
- Use calças cumprida e calçados fechados. Esses cuidados evitam arranhões nas pernas e podem te deixar mais seguros ao caminhar no terreno acidentado.
- Leve água e um lanche básico para trilha.
- Use protetor solar e repelente contra insetos.
- Se for no inverno, é bom ter um agasalho para não sentir frio durante a travessia de voadeira.
- Se quiser entrar na água, lembre-se de levar uma toalha ou canga para se secar antes de retornar (principalmente, no inverno).
G1PR


Tem barco amanhã para salto parati