segunda-feira, junho 1, 2026

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França não assinará acordo do Mercosul nas atuais condições, diz ministra do Meio Ambiente

‘Não podemos assinar um tratado comercial com um país que não respeita a floresta amazônica’, disse Elisabeth Borne.

A França não assinará o acordo UE-Mercosul sobre questões agrícolas alcançado pela União Europeia e os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – nas condições atuais, afirmou nesta terça-feira (8) a ministra francesa do Meio Ambiente, Elisabeth Borne.

“Não podemos assinar um tratado comercial com um país que não respeita a floresta amazônica, que não respeita o tratado de Paris (do clima). A França não assinará o acordo do Mercosul nessas condições”, disse a ministra à emissora de televisão BFM, de acordo com a Reuters.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse no final de agosto que havia decidido bloquear o acordo UE-Mercosul, acusando o presidente Jair Bolsonaro de minimizar as preocupações com as mudanças climáticas, atraindo críticas da Alemanha e do Reino Unido.

No mês passado, o Parlamento da Áustria também rejeitou aprovar o acordo, obrigando o governo local a votar contra a proposta perante o Conselho Europeu.

20 anos de negociação

A França já havia se manifestado contra o acordo em agosto, quando escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática.

Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo comercial UE-Mercosul prevê, segundo os europeus, a implementação efetiva do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa.

Segundo o ministério da Economia, o acordo poderá representar um aumento do PIB brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a “redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos dos fatores de produção”.

G1

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