Manifestantes se reúnem para protestar contra a privatização de estatais e os cortes na educação

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A expectativa dos organizadores é que participem do ato cerca de 1500 pessoas

Estudantes, sindicalistas e integrantes de vários movimentos sociais se reuniram, no início da noite desta quinta-feira (3), para protestar contra a privatização de empresas estatais e os cortes orçamentários para educação realizados pelo governo federal, na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Curitiba. A expectativa dos organizadores é que participem do ato cerca de 1500 pessoas.

A diretora do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros) e da FUP (Fundação Única dos Petroleiros ), Anacelie Azevedo, conta que petroleiros de todos os estados do país estavam vindo para a manifestação e teve Curitiba como a cidade escolhida para o ato por ser a sede da Operação Lava-Jato. “Estão vindo petroleiros do Rio Grande do Sul e até de Manaus, de todos os estados, porque hoje centralizamos o ato aqui. A escolha de Curitiba se deu porque a Lava Jato teve uma centralidade na destruição da Petrobras. É correto investigar a corrupção e que os corruptos sejam punidos, além de devolverem os recursos que roubaram, mas a empresa não pode ser danificada”, disse a diretora.

De acordo com Azevedo, os estudantes aderiram ao protesto por entenderem que a privatização da Petrobras vai afetar a geração de empregos e o avanço da tecnologia. “Os estudantes vieram conosco hoje porque entendem a questão da geração de emprego e da tecnologia. A maioria das pessoas estão estudando na área de tecnologia, mas não haverá empregos no Brasil se não tivermos empresas que impulsionem esse setor e a Petrobras é a empresa que mais impulsiona a tecnologia”, afirmou ela.

Larissa Silva Souza, presidente da UPE (União Paranaense dos Estudantes) ressalta que os estudantes estão enchendo as ruas do país com uma série de atos para defender a educação pública e que no protesto desta quinta-feira as pautas foram ampliadas. “Já vimos uma série de atos inundando as ruas do país com estudantes e vamos continuar resistindo nas ruas em busca da liberação das verbas para educação e investimentos na ciência, tecnologia e pesquisa. Dessa vez as pautas foram ampliadas, já que os ataques do governo aumentaram, e estamos defendendo também a amazônia, a soberania nacional e as empresas estatais”, conta Souza.

Outro que esteve presente na manifestação foi o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Wellington Tiago, que alertou sobre os anúncios de fechamento de várias escolas públicas no estado, que segundo ele afetarão em torno de 2 mil alunos. “Na semana passada, várias escolas anunciaram seu fechamento e isso aconteceu sem haver diálogo com a comunidade escolar. Então o ato de hoje é para protestar contra a paralisação das atividades nessas escolas também”, explicou ele.

Os manifestantes realizaram algumas intervenções artísticas e levaram diversas faixas e cartazes com palavras de protesto como parte do ato.

Banda B


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